Ao longo da vida, o corpo feminino passa por diversas transformações — sejam elas parte do processo natural do envelhecimento, como a menopausa, sejam decorrentes de gestação e parto, alterações hormonais e cirurgias. Muitas dessas mudanças têm impactos ginecológicos, interferindo na saúde física, sexual e emocional da mulher.
No contexto das tecnologias voltadas à área de saúde e bem-estar, muitas técnicas foram desenvolvidas para atender às necessidades femininas, entre elas está o Fraxx. Indo além das aplicações estéticas, essa tecnologia tem efeitos terapêuticos, promovendo restauração funcional, conforto e qualidade de vida.
O Fraxx vem se consolidando como um recurso eficaz na ginecologia regenerativa, e, neste post, você vai conhecer os benefícios da técnica. Leia mais para entender!
O que é Fraxx?
Fraxx é um equipamento de radiofrequência fracionada microablativa, ou seja, que atua provocando microlesões controladas na pele ou na mucosa por meio de calor, estimulando a regeneração dos tecidos. Ao atingir as camadas mais profundas, sua tecnologia estimula a produção de colágeno, aumenta a vascularização local e contribui para a reorganização das fibras colágenas já existentes.
O colágeno é uma proteína fundamental para a estrutura, firmeza e elasticidade dos tecidos do corpo, incluindo pele, músculos, articulações e mucosas. Ele atua como uma espécie de “sustentação natural”, garantindo resistência e regeneração celular. No entanto, sua produção começa a diminuir gradualmente a partir dos 25 anos, e essa redução se intensifica com o avanço da idade, especialmente após a menopausa nas mulheres.
A queda nos níveis de colágeno leva à flacidez e ao ressecamento, bem como dor nas articulações e alterações na saúde íntima. Por isso, o estímulo à produção dessa substância é uma estratégia importante para preservar os tecidos ao longo do tempo.
A emissão da energia do Fraxx é fracionada, de forma que apenas áreas pontuais do tecido são tratadas a cada sessão, preservando as regiões adjacentes e promovendo uma recuperação mais rápida e segura. Essa tecnologia é minimamente invasiva e especialmente útil em tratamentos que envolvem tecidos delicados como a mucosa vaginal.
Em que locais o Fraxx pode ser aplicado?
Embora o Fraxx seja reconhecido pelo uso estético facial e corporal, seu potencial terapêutico na área ginecológica merece destaque. O aparelho é utilizado para o rejuvenescimento íntimo e o tratamento de alterações funcionais associadas à síndrome geniturinária da menopausa (SGM) — condição que inclui sintomas como secura vaginal, dor nas relações sexuais, queimação e coceira na região íntima e incontinência urinária.
Na prática ginecológica, o Fraxx pode ser aplicado nos seguintes locais:
- parede vaginal (interna);
- vulva e períneo (áreas externas);
- região periclitoriana;
- área de cicatriz pós-parto ou pós-episiotomia.
Quais condições ginecológicas o Fraxx pode tratar?

As principais indicações para as aplicações do Fraxx em tratamentos ginecológicos são:
- secura vaginal, principalmente decorrente da menopausa natural ou até da menopausa precoce, mas também devido a desequilíbrios hormonais;
- dispareunia, isto é, dor nas relações sexuais — lembrando que esse sintoma, sobretudo quando surge no fundo da vagina (dispareunia de profundidade), associa-se também com doenças que causam infertilidade feminina, como a endometriose;
- síndrome do relaxamento vaginal;
- irritação e coceira, que podem estar associadas a condições simples ou doenças mais graves, como o líquen escleroso vulvar (LEV);
- incontinência urinária leve;
- atrofia vaginal;
- cicatrizes ou desconforto após parto ou cirurgias ginecológicas.
Quais são os benefícios do Fraxx para a saúde feminina?
A radiofrequência fracionada promove uma série de efeitos fisiológicos que ajudam a restaurar o tônus, a lubrificação e a integridade da mucosa vaginal. Ao estimular a neocolagênese (formação de novas fibras de colágeno) e a neoangiogênese (formação de novos vasos sanguíneos), o Fraxx melhora a sustentação dos tecidos e deixa a região íntima mais saudável.
As aplicações do Fraxx são realizadas em ambulatório, de forma rápida e segura. Geralmente, utiliza-se um método de anestesia tópica (em forma de creme), mas, em mulheres mais sensíveis, a anestesia local também é uma opção.
Durante a sessão, o equipamento emite ondas de radiofrequência de forma controlada por meio de uma ponteira específica. Essa energia aquece os tecidos-alvo, provocando microlesões terapêuticas que desencadeiam um processo natural de reparação tecidual.
O número de sessões pode variar conforme o caso clínico, mas costuma-se indicar entre 3 e 5 aplicações, com intervalos mensais. Os resultados são favoráveis (dependendo da condição a ser tratada e da resposta de cada organismo), mas não são imediatos. Isso porque o colágeno leva algumas semanas para ser produzido e remodelado, ou seja, os benefícios se tornam mais perceptíveis ao longo do tempo.
O Fraxx oferece um cuidado que vai além da estética da região íntima — o que também tem efeitos positivos, como firmeza, uniformidade da pele e recuperação da elasticidade. Essa técnica, no entanto, tem importante papel na recuperação funcional e no bem-estar da mulher, resultando em melhora da função sexual, redução de dor e coceira, controle de sintomas urinários e aumento da autoestima.
Muitas mulheres têm preocupações com a região íntima, mas ainda desconhecem os benefícios das técnicas disponíveis. Então, contribua com a disseminação de informações relevantes e compartilhe nosso post em suas redes sociais!






























