Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Correção de varicocele

A varicocele, também conhecida como varizes dos testículos, é uma patologia masculina que se caracteriza pela dilatação anormal das veias da região testicular, especificamente do cordão espermático.

A varicocele pode provocar quadro de azoospermia não obstrutiva, ou seja, ausência de espermatozoide no sêmen ejaculado por distúrbio na produção espermática. A oligozoospermia, que também pode ser decorrente da varicocele, é caracterizada pela redução da quantidade de espermatozoides no sêmen. A qualidade espermática também pode estar comprometida nessa situação.

Dessa forma, a patologia pode levar o homem à infertilidade, embora não seja uma condição tão comum. Cerca de 40% dos homens com varicocele apresentam dificuldade de engravidar sua parceira.

Os espermatozoides são produzidos pelos testículos e armazenados nos epidídimos. A dilatação das veias da região prejudica a irrigação sanguínea local, o que aumenta a temperatura e a concentração de substâncias tóxicas, afetando a espermatogênese.

Para que sejam produzidos espermatozoides de qualidade, a temperatura dos testículos deve ser mais baixa que a do corpo, por isso essas glândulas ficam em uma bolsa externa. Com a elevação da temperatura em virtude da varicocele, a espermatogênese pode ser prejudicada, com consequente redução das chances de gravidez natural.

A varicocele pode ser corrigida com o procedimento cirúrgico chamado varicocelectomia, técnica que obstrui as veias doentes e restabelece a circulação sanguínea da região testicular com a transferência da circulação para veias saudáveis a fim de normalizar a produção dos gametas e a fertilidade.

Neste texto, vamos abordar quais são as indicações, como é feito o procedimento e os resultados.

Indicações

Na maioria dos casos, a varicocele não provoca sintomas nem infertilidade, não havendo necessidade de tratamento.

A varicocelectomia é indicada quando a patologia causa sintomas, como dor, aumento do volume testicular e infertilidade. O homem geralmente procura auxílio médico pela dificuldade de engravidar sua parceira ou por desconforto/dor na região.

A investigação da patologia e o diagnóstico são feitos por meio da anamnese, exames de imagem – ultrassonografia dos testículos com doppler (que avalia o fluxo sanguíneo da região) – e exame físico.

Em alguns casos, as veias dilatadas podem ser vistas a olho nu, o que também pode ser motivo de buscar um médico.

Como é feito o procedimento

A varicocelectomia é um tratamento microcirúrgico que tem por objetivo tratar a dor e recuperar os parâmetros seminais de quantidade e qualidade dos espermatozoides para aumentar as chances de o homem ter filhos.

A técnica mais indicada atualmente, em virtude de oferecer as melhores taxas de sucesso, é a microcirurgia subinguinal, realizada com o auxílio de microscópio especializado. O tratamento também pode ser feito por embolização. No entanto, embora essa técnica tenha uma recuperação mais rápida, as taxas de gravidez pós-cirurgia são menores.

A microcirurgia subinguinal é feita sob efeito de anestesia geral ou raquidiana e tem duração aproximada de duas horas. O homem geralmente tem alta no mesmo dia.

Depois da anestesia, o cirurgião faz uma pequena incisão na região subinguinal para acessar o cordão espermático e os testículos. Utilizando o microscópio, ele identifica as veias doentes que devem ser tratadas e preserva os vasos linfáticos e artérias. Isso é essencial para o sucesso do tratamento.

A finalidade da intervenção é transferir a circulação sanguínea das veias doentes para as saudáveis. Para que isso ocorra, o cirurgião fecha as veias doentes. Isso faz com que o sangue naturalmente flua pelas outras veias e melhore a circulação.

Após a realização desse procedimento, o cirurgião sutura a incisão. A recuperação da cirurgia é rápida. Em poucos dias, o homem consegue retomar normalmente suas atividades diárias.

Os parâmetros seminais têm uma melhora significativa em alguns meses e devem ser avaliados pelo espermograma.

A microcirurgia subinguinal apresenta as menores taxas de complicações pós-cirurgia, como infecções, atrofia dos testículos, sangramentos, aumento do volume testicular, assim como recorrência da patologia.

A cirurgia pode não ter resultado e o casal precisar da fertilização in vitro (FIV). Por essa razão, a avaliação inicial do casal deve ser minuciosa. Em alguns casos, é mais indicado seguir diretamente para a FIV.

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