Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.
Reprodução Humana

Infertilidade masculina

Infertilidade masculina

Cerca de 30% a 40% dos casos de infertilidade conjugal são decorrentes de fatores masculinos. Após 12 meses de tentativas para engravidar sem sucesso ou 6 meses, se a mulher tiver mais de 35 anos, o casal pode procurar um especialista em reprodução humana, a fim de investigar o motivo da dificuldade para engravidar.

O sistema reprodutor masculino é formado pelos testículos, epidídimos, ductos deferentes, vesículas seminais, próstata e pênis. A fertilidade masculina depende da boa interação desses órgãos.

O sistema reprodutor masculino precisa estar saudável para que o homem tenha boa condição reprodutiva. No entanto, muitos fatores podem afetá-lo e provocar a infertilidade.

Os principais fatores que prejudicam a fertilidade masculina são:

Neste texto, vamos abordar os principais fatores que podem prejudicar a fertilidade masculina.

Fatores que podem prejudicar a fertilidade masculina

Investigar a infertilidade masculina é mais fácil do que investigar a infertilidade feminina, pois com apenas um exame, o espermograma, é possível diagnosticar a maioria das causas da infertilidade no homem.

Ao solicitar o espermograma, pedimos a capacitação seminal e teste de fragmentação do DNA espermático e, dessa forma, conseguimos avaliar as chances de sucesso dos possíveis tratamentos.

A maioria das causas da infertilidade masculina está relacionada à quantidade ou à qualidade dos espermatozoides.

A quantidade é referente tanto ao número total de espermatozoides no sêmen como à concentração de gametas por ml. Já a qualidade abrange a morfologia e a motilidade.

No entanto, outros fatores também podem reduzir a fertilidade masculina, como doenças, idade, hábitos de vida pouco saudáveis e a cirurgia de vasectomia.

Distúrbios seminais e a azoospermia

O primeiro passo para avaliar as condições do sêmen e dos espermatozoides é o espermograma, que avalia o volume, a cor, o tempo de liquefação, a viscosidade e o pH do sêmen (análise macroscópica), assim como a concentração, o número total, a motilidade e a morfologia dos espermatozoides (análise microscópica).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina parâmetros seminais mínimos para considerar o homem fértil:

A cor do sêmen deve ser branca opalescente, o tempo de liquefação não pode ser superior a 60 minutos.

A principal alteração dos parâmetros seminais é a azoospermia, quando não são encontrados espermatozoides no sêmen. A azoospermia pode ser obstrutiva ou não obstrutiva.

A azoospermia obstrutiva é causada por uma obstrução nos canais, principalmente epidídimos e ductos deferentes, por onde passam os espermatozoides. Como os gametas não conseguem chegar à vesícula seminal e se misturar ao líquido seminal, o homem torna-se infértil.

A vasectomia, sendo um método contraceptivo definitivo, provoca intencionalmente a obstrução dos ductos deferentes, para impedir a passagem dos espermatozoides.

Na azoospermia obstrutiva, não há deficiência na produção de espermatozoides, portanto procedimentos cirúrgicos, como PESA e MESA (retirada de espermatozoides diretamente dos epidídimos), podem ser uma alternativa para obter os gametas, que poderão ser utilizados em um ciclo de fertilização in vitro (FIV).

Já na azoospermia não obstrutiva, condição mais preocupante, há deficiência na produção dos espermatozoides. O homem deixa de produzir gametas e se torna infértil.

Ainda assim, em alguns casos, é possível encontrar uma quantidade pequena de espermatozoides diretamente nos testículos. Os procedimentos cirúrgicos para coletar esses espermatozoides são chamados TESE e Micro-TESE.

Caso não sejam encontrados espermatozoides com esses procedimentos, o casal pode recorrer a um banco de sêmen para a FIV.

Alterações na motilidade e na morfologia dos espermatozoides também podem dificultar a gravidez.

Doenças e infecções

Algumas doenças ou infecções que afetam o sistema reprodutor masculino podem provocar a infertilidade, como a varicocele, uretrite, orquite, epididimite, prostatite, clamídia e gonorreia.

A varicocele é caracterizada pela deficiência das válvulas presentes no interior das veias dos testículos. Essa deficiência prejudica a circulação sanguínea da região, promove o aumento do calibre das veias e afeta a espermatogênese. Em alguns casos, as veias são visíveis a olho nu, facilitando o diagnóstico.

A uretra, no homem, é o canal por onde passam a urina e o sêmen. A uretrite é a infecção da uretra.

A orquite é uma doença que afeta os testículos (pode afetar apenas um ou os dois). Trata-se de uma inflamação causada, geralmente, pelo vírus da caxumba. A inflamação pode afetar também o epidídimo. Nesse caso, é chamada orquiepididimite.

A epididimite (ou epidídimo-orquite, quando a doença também afeta os testículos) é uma doença que se caracteriza pela inflamação do epidídimo. Ela é causada, de modo geral, por bactérias.

A prostatite é a inflamação da próstata. Essa doença pode ter causa bacteriana ou não bacteriana.

A clamídia e a gonorreia são infecções sexualmente transmissíveis que afetam o trato genital masculino.

Idade

Por muito tempo, acreditou-se que a idade não afetava a fertilidade masculina. No entanto, pesquisas recentes mostram que, embora o homem de fato não perca totalmente sua capacidade reprodutiva, seus parâmetros seminais pioram, diminuindo as chances de fecundação, especialmente após os 45 anos de idade.

Ainda não há dados com a descrição exata das alterações seminais secundárias ao aumento da idade, a cada ano de vida. Contudo, está comprovado que o potencial reprodutivo diminui.

Hábitos de vida

Infertilidade masculina

Alguns hábitos de vida podem reduzir a capacidade reprodutiva do homem e até torná-lo infértil, como o tabagismo, consumo excessivo de bebida alcoólica e cafeína, sedentarismo, alimentação pouco saudável e o estresse.

Por esse motivo, recomenda-se que ele mantenha uma alimentação equilibrada, não deixe de praticar atividades físicas e evite o estresse.

Vasectomia

A vasectomia é um método cirúrgico contraceptivo masculino definitivo. No procedimento, os dois ductos deferentes do homem são cortados para impedir a passagem dos espermatozoides dos epidídimos para a vesícula seminal, local em que eles se juntam ao líquido seminal para serem eliminados durante a ejaculação.

A vasectomia pode ser revertida fazendo-se a recanalização dos ductos deferentes, mas, geralmente, o procedimento não apresenta bons resultados, principalmente se o tempo transcorrido da intervenção original for longo. Nesses casos, recomendamos a retirada dos espermatozoides com o auxílio de uma técnica cirúrgica (PESA, MESA, TESE e Micro-TESE) para utilização em FIV.

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