Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Adenomiose

Adenomiose

A adenomiose é uma doença que se caracteriza pela presença do tecido endometrial (epitelial), camada que reveste o útero internamente, no miométrio, camada muscular intermediária do útero. Além do endométrio e do miométrio, o útero é formado também pelo perimétrio, camada mais externa, constituída de tecido conjuntivo.

O útero é um órgão do sistema reprodutor feminino fundamental para a gestação. As doenças que o afetam podem dificultar a fixação do embrião, assim como a gravidez e a gestação. Em alguns casos, a fertilização in vitro (FIV) pode ser indicada para mulheres que desejam engravidar e estão com dificuldades.

Neste texto, vamos abordar as causas da doença, assim como os sintomas mais comuns, os exames geralmente solicitados, como é realizado o diagnóstico, os tratamentos e a reprodução assistida nessa situação.

Causas

As causas da adenomiose ainda não são totalmente estabelecidas pela medicina, mas algumas teorias tentam explicar a etiologia da doença.

Entre o endométrio e o miométrio existe uma região chamada zona juncional. Essa fina barreira impede que as células do endométrio entrem no miométrio e vice-versa. No entanto, em algumas mulheres, essa zona é rompida e essas células endometriais invadem o miométrio, causando a adenomiose.

Esse rompimento pode ser consequência de trauma causado na região por algum procedimento cirúrgico, inclusive parto. O desenvolvimento da adenomiose também pode estar associado a fatores genéticos e imunológicos.

Essa entrada de células endometriais no miométrio desencadeiam um processo inflamatório que pode se tornar crônico.

Alguns fatores aumentam o risco da adenomiose, como:

Sintomas

Os sintomas mais observados da adenomiose são:

Esses sintomas são semelhantes aos de outras doenças, por isso a investigação deve ser detalhada.

Cerca de 30% a 50% das mulheres podem ser assintomáticas, o que dificulta a estimativa da prevalência da doença.

Exames e diagnóstico

Os exames que permitem a investigação e o diagnóstico da adenomiose são:

A ressonância magnética é o exame mais importante para investigar a adenomiose, mas a ultrassonografia também é importante. Ambos conseguem analisar o interior do útero para verificar sinais da adenomiose.

O diagnóstico é feito com base nos resultados desses exames. Em alguns casos, mesmo o exame de toque feito na consulta de rotina pode indicar a presença da adenomiose.

No diagnóstico, é possível avaliar a gravidade da doença para propor o melhor tratamento. A escolha do tratamento depende dos objetivos da mulher em relação à gravidez.

Tratamento

Adenomiose

Adenomiose

O tratamento depende dos objetivos da mulher, assim como dos sintomas, da gravidade e das características da doença.

Em geral, damos preferência ao tratamento medicamentoso para evitar a intervenção cirúrgica. Existem medicamentos que podem controlar a doença.

Os anti-inflamatórios podem ser prescritos em casos de dor. Já os anticoncepcionais de uso contínuo podem melhorar o quadro por meio do bloqueio da menstruação. Este método controla a adenomiose e evita gravidez, fato este que pode ser contraindicado para aquelas que estão planejando engravidar, por isso é importante saber dos planos da paciente.

Os procedimentos cirúrgicos podem ser minimamente invasivos, como a videolaparoscopia ou a vídeo-histeroscopia, se for possível retirar apenas o tecido afetado, ou radicais, como a histerectomia, que é a retirada parcial ou total do útero. A indicação dos procedimentos cirúrgicos está relacionada à gravidade da doença e aos planos de gravidez da paciente.

Adenomiose, infertilidade e reprodução assistida

A adenomiose pode levar à infertilidade. Como ela afeta o útero, pode prejudicar a implantação do embrião.

A FIV pode aumentar as chances de gravidez nesta situação e, eventualmente, indico um bloqueio hormonal previamente à FIV.

A FIV aumenta significativamente as chances de gravidez e é a melhor opção de gravidez para casais com problemas de fertilidade.

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