Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

A infertilidade sem causa aparente (ISCA) afeta de 5% a 10% dos casais. Na grande maioria dos casos, exames específicos são suficientes para encontrar o motivo da dificuldade de engravidar. No entanto, às vezes essas causas não ficam evidentes, mesmo que a investigação seja feita adequadamente.

Nesse texto, vamos falar sobre a ISCA, como é feita a investigação, os limites da medicina e sua relação com a reprodução assistida.

O que é ISCA

O diagnóstico de ISCA é feito quando todos os exames realizados pelo casal estão normais ou apresentam alterações leves, que não justificam o diagnóstico de infertilidade.

Alterações comuns que são difíceis de investigar com exames são a qualidade dos óvulos, a função tubária e a função espermática. Os testes de função espermática permitem uma análise mais detalhada da estrutura dos espermatozoides.

Enquanto o espermograma avalia os aspectos do sêmen e a quantidade e a morfologia dos espermatozoides, a função espermática é a capacidade do espermatozoide para interagir com o sistema reprodutor feminino e com o óvulo.

Alguns casais conseguem superar a infertilidade utilizando medicamentos ou realizando a inseminação artificial (IA), mas outros precisam da fertilização in vitro (FIV).

A FIV é uma técnica de reprodução assistida de alta complexidade e com maiores taxas de sucesso, pois todo o processo de preparação de gametas, fecundação e desenvolvimento embrionário é feito em laboratório, sob a supervisão constante do embriologista.

Investigação

Hoje, temos amplas possibilidades de investigação da infertilidade. No entanto, os sistemas reprodutores feminino e masculino são complexos, portanto nem todos os problemas são detectados nos exames.

Dependendo do caso, pode ser feita uma nova bateria de exames ou seguir para a reprodução assistida direto, primeiro com técnicas de baixa complexidade – relação sexual programada (RSP), também chamada de coito programado, ou inseminação artificial (IA), conhecida também como inseminação intrauterina (IIU) – e depois, caso não haja sucesso, com técnica de alta complexidade – FIV. A FIV também pode ser a primeira escolha.

Limites da medicina

Embora a medicina tenha evoluído significativamente nas últimas décadas e continue se desenvolvendo (hoje, o volume de pesquisas na área médica é elevado e descobertas são feitas com frequência), alguns casos de infertilidade permanecem sem solução.

Nesses casos, é possível encaminhar o casal diretamente para a reprodução assistida.

Reprodução assistida e ISCA

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

Mesmo não sendo possível diagnosticar a causa da infertilidade, é possível propor tratamentos de baixa complexidade para aumentar as chances de gravidez natural, como a RSP.

Fazemos a estimulação ovariana e a indução da ovulação e programamos com o casal o melhor momento para manter as relações sexuais. Podemos fazer a estimulação por um ou dois ciclos e observar se há resultado.

Quando, no entanto, essa opção não proporciona a gravidez, partimos para técnicas de reprodução assistida de alta complexidade: FIV, que pode ser feita quantas vezes forem necessárias até o casal conseguir a gravidez, sendo ela a que oferece as maiores taxas de sucesso entre as técnicas de reprodução assistida.

 

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