Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Histerossonografia

histerossonografia, também chamada sonohisterografia, é um exame de ultrassom que utiliza uma solução fisiológica para dilatar o útero e facilitar a exploração da cavidade uterina.

A dilatação do útero proporciona melhor visualização do que a obtida pelo exame de ultrassonografia convencional e, consequentemente, o diagnóstico mais acurado de diferentes patologias uterinas, como miomas, pólipos, endometriose ou obstruções nas tubas uterinas.

Além disso, tem curta duração – é realizado em no máximo 30 minutos –, não é invasivo e o custo é acessível.

Este texto aborda a histerossonografia, desde a indicação e funcionamento, aos possíveis riscos e ocorrências após a realização do exame.

Quando a histerossonografia é indicada?

A histerossonografia é principalmente indicada para avaliação da cavidade uterina de mulheres com sangramento uterino anormal em pré e pós-menopausa, histórico de perda gestacional recorrente, diagnóstico prévio ou suspeita de anomalia uterina e de infertilidade, após curetagem uterina.

Possibilita diagnosticar diferentes condições e a gravidade delas:

A histerossonografia é apontada por diferentes estudos como o exame não invasivo de maior sensibilidade e especificidade para avaliação inicial da cavidade uterina de mulheres inférteis.

Proporciona, por exemplo, precisão no diagnóstico de miomas, definindo a localização, tamanho e se há ou não comprometimento da cavidade uterina. De acordo com o tamanho e localização, miomas podem dificultar a gravidez ou mesmo provocar abortos espontâneos e parto prematuro.

Malformações uterinas, como septos uterinos, ou a presença de aderências uterinas, são ainda facilmente diagnosticados, ao contrário do exame convencional, que não possibilita a detecção.

As malformações uterinas também comprometem a implantação do embrião e podem provocar desde abortos recorrentes até o parto prematuro.

A histerossonografia possibilita ainda medir a espessura do endométrio, importante para mulheres com risco aumentado de patologias endometriais, como neoplasias, por exemplo.

A análise uterina por histerossonografia para a detecção de anormalidades que possam interferir na implantação embrionária ou na evolução da gravidez é, ao mesmo tempo, importante para mulheres que serão submetidas aos tratamentos de reprodução assistida.

No tratamento por fertilização in vitro (FIV), por exemplo, patologias uterinas não reconhecidas resultam em percentuais significativos de falha repetida de implantação do embrião.

Por isso, o exame geralmente é solicitado como parte do conjunto de procedimentos inicias para avaliação da saúde uterina nos tratamentos por FIV.

A incorporação de novas tecnologias, como a tridimensional (3D), elevou ainda mais a acurácia da histerossonografia, tornando o exame imprescindível na prática ginecológica.

No entanto, é indicado apenas para mulheres que já tiveram relações sexuais e não pode ser feito quando há infecções vaginais ou suspeita de gravidez.

Como a histerossonografia é realizada?

A histerossonografia é idealmente realizada após a menstruação ou quando não há sangramento vaginal, para garantir melhor visibilidade, geralmente uma semana após o período menstrual, momento que o endométrio ainda está se espessando para o período ovulatório, o que também facilita a visualização, além de evitar infecções.

Por ser um exame simples e não invasivo, é realizado em ambiente ambulatorial, como clínicas ou consultórios médicos. Um analgésico ou antiespasmódico pode ser prescrito para evitar desconfortos, como cólicas. Além disso, a bexiga deve ser totalmente esvaziada.

Com a paciente em posição ginecológica e a utilização de um espéculo, é feita a limpeza do colo uterino e um cateter com a solução fisiológica é inserido. Após a retirada do espéculo, o transdutor é introduzido para avaliação da cavidade uterina. O cateter apresenta um balão, com o propósito de prevenir que a solução fisiológica retroceda para a vagina.

Em alguns casos, a ultrassonografia com doppler pode ser realizada antes da histerossonografia. O método possibilita identificar o fluxo sanguíneo e possíveis bloqueios, como a formação de coágulos.

Todo o procedimento dura em torno de meia hora. Após a realização, a mulher poderá retornar normalmente às atividades do dia a dia.

Há riscos na realização da histerossonografia?

Uma das vantagens da histerossonografia é o baixo risco de complicações. Em casos raros, após a realização do procedimento, pode haver pequenas complicações, como infecções. Algumas pacientes podem apresentar sintomas como náuseas, vômito, sensação de desmaio e febre.

Esses sinais indicam a necessidade de procurar o médico para a medicação adequada.

A ocorrência de cólicas semelhantes às do ciclo menstrual é considerada normal e não sugere nenhum motivo de preocupação.

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