Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Azoospermia

Azoospermia

Atualmente, a infertilidade masculina é responsável por cerca de 40% das causas de infertilidade conjugal. Sabemos que há inúmeros fatores, principalmente doenças, que podem causar a infertilidade masculina. Por isso, a investigação desses fatores deve ser minuciosa. Dessa forma, é possível elevar as chances de gravidez.

Uma das condições que afetam a fertilidade masculina é a azoospermia, caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado, mesmo depois de realizada a preparação seminal.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é o órgão responsável por estabelecer, com base em estudos realizados por pesquisadores ao redor do mundo, os parâmetros seminais e a nomenclatura relacionada à quantidade de espermatozoides no sêmen. Os termos mais utilizados são:

Esses termos são importantes para compreendermos a avaliação do espermograma. Cada uma dessas condições requerem um tipo específico de tratamento.

A azoospermia, embora rara, é uma das condições mais graves de infertilidade masculina e nem sempre tem tratamento. Em muitos casos, somente as técnicas de reprodução assistida são alternativas para que o casal alcance a gravidez.

Neste texto, vamos apresentar os tipos de azoospermia e suas respectivas causas, exames de investigação, diagnóstico e possíveis tratamentos, principalmente no contexto da reprodução assistida.

Tipos de azoospermia

Azoospermia

Azoospermia

Existem dois tipos de azoospermia, classificados de acordo com as causas da condição. Se o homem produz espermatozoides, mas por alguma razão não os ejacula, ele é portador de azoospermia obstrutiva. Caso ele não ejacule espermatozoides por ter uma deficiência na produção dos gametas, ele é portador de azoospermia não obstrutiva.

Azoospermia obstrutiva

A azoospermia obstrutiva é causada por algum problema, geralmente uma obstrução, nos canais do sistema reprodutor masculino, como canais deferentes e epidídimos, impedindo a passagem dos gametas e sua ejaculação.

A vasectomia é uma técnica cirúrgica considerada um método contraceptivo definitivo que provoca a obstrução dos canais deferentes, estruturas fundamentais para a fertilidade que ligam os epidídimos às vesículas seminais. Essa obstrução impede que os espermatozoides produzidos nos testículos e armazenados nos epidídimos se misturem ao líquido seminal antes da ejaculação.

Essa obstrução dos canais também pode ser causada por outros fatores além da vasectomia, como infecções e alterações genéticas.

Dessa forma, na azoospermia obstrutiva, os testículos produzem espermatozoides e os epidídimos os armazenam, mas eles não são ejaculados.

De modo geral, os fatores que causam a azoospermia obstrutiva podem ser tratados, mas em alguns casos o homem tem outros problemas de fertilidade e não apresenta melhoras nos parâmetros seminais depois do tratamento.

Nesses casos, geralmente indico diretamente a fertilização in vitro (FIV), pois nessa técnica é possível retirar espermatozoides dos epidídimos (PESA e Mesa) ou dos testículos (TESE e Micro-TESE) para a fecundação do óvulo em laboratório.

O diagnóstico de azoospermia obstrutiva é baseado no histórico do paciente e nos resultados de exames específicos:

No entanto, esses exames identificam a azoospermia, mas não diferenciam a obstrutiva da não obstrutiva. Como recursos complementares para essa diferenciação, podem ser solicitadas a ultrassonografia dos testículos, a biópsia do tecido testicular e análises genéticas.

Azoospermia não obstrutiva

A azoospermia não obstrutiva é mais grave que a obstrutiva, porque os testículos não produzem espermatozoides. Dessa forma, na maioria dos casos, não é possível encontrar espermatozoides nem com técnicas cirúrgicas.

A deficiência na produção de gametas pode ser causada por alguns fatores, como:

Quando o casal quer engravidar e o homem tem diagnóstico de azoospermia não obstrutiva, feito com os mesmos exames realizados para investigar a obstrutiva, podemos tentar os procedimentos cirúrgicos, mas as chances de obtenção de gametas são muito menores.

Nesses casos extremos de infertilidade, o casal pode recorrer à doação de sêmen, técnica empregada atualmente com altas taxas de sucesso.

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