Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Histerossalpingografia

O sistema reprodutor feminino é formado por útero, tubas uterinas, ovários, canal vaginal e colo do útero. Para que a mulher engravide naturalmente, esses órgãos precisam estar saudáveis e preservados. Quando há alguma alteração no funcionamento do sistema reprodutor, a mulher pode apresentar quadro de infertilidade.

A histerossalpingografia (HSG) é um exame feminino que avalia as condições do útero e das tubas uterinas. Trata-se de um exame ginecológico de imagem que utiliza contraste iodado para mapear a morfologia do útero e avaliar as condições das tubas uterinas com o objetivo de diagnosticar o que pode estar prejudicando a fertilidade, como malformações, patologias e obstruções.

Neste texto, vamos abordar as indicações do procedimento, como ele é realizado e quais doenças e condições podem ser diagnosticadas.

Indicações

A HSG é indicada para avaliação da fertilidade feminina, especialmente de condições que podem afetar o útero e as tubas uterinas.

A HSG é solicitada para:

Contraindicações

Por ser um exame que utiliza raios-X, a HSG não pode ser realizada por gestantes. A radiação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Os profissionais responsáveis pelo exame sempre devem consultar a paciente a respeito de alergia. Caso a paciente seja alérgica às substâncias utilizadas no contraste, o exame não poderá ser realizado.

Como a histerossalpingografia é realizada

A preparação da paciente à HSG é fundamental para evitar complicações e distorções nos resultados. As orientações podem variar, mas algumas são obrigatórias.

A HSG deve ser realizada entre o 6o e o 12o dia do ciclo menstrual, período correspondente ao intervalo entre o fim da menstruação e a ovulação. A HSG não pode ser realizada em outro período para evitar que a mulher esteja grávida. A radiação emitida pelo exame pode afetar o bebê e gerar complicações durante a gestação. Em caso de dúvida, deve-se aguardar o próximo ciclo menstrual.

Recomenda-se que a mulher utilize medicamentos para a limpeza do intestino e que esteja com a bexiga vazia. Os resíduos podem prejudicar a visualização da região, e a bexiga cheia pode afetar a forma do útero e das tubas uterinas por sua proximidade, prejudicando os resultados.

Feito o preparo, a mulher pode realizar o exame no laboratório. Ela recebe toda a orientação necessária.

Dependendo do laboratório, existe a opção de realizar o exame sob efeito de anestesia, principalmente se a mulher tiver sensibilidade à dor ou o colo do útero estreito. Nesses casos, o exame pode ser desconfortável. Anti-inflamatórios e antiespasmódicos também podem ser utilizados para reduzir o desconforto.

O exame é feito com a paciente em posição ginecológica e segue as seguintes etapas:

A injeção do contraste é feita com um cateter pelo canal vaginal e colo do útero. A substância gradativamente preenche a cavidade uterina e as tubas uterinas, dando forma aos órgãos.

A última etapa é o raio-X. A radiação emitida não atravessa o contraste, revelando o formato dos órgãos e qualquer alteração presente, tanto patologias como malformações.

As imagens fornecem dados importantes para o diagnóstico de condições que estejam afetando a fertilidade da mulher e orientam a conduta terapêutica.

O exame tem duração média de 30 minutos e não requer cuidados pós-exame. A paciente retoma suas atividades diárias imediatamente.

A HSG apresenta uma particularidade. Se as causas da infertilidade estiverem relacionadas à obstrução tubária, a mulher pode engravidar depois do exame. O contraste, em alguns casos, promove a desobstrução das tubas uterinas, possibilitando a fecundação do óvulo pelo espermatozoide.

Quais são as patologias e condições que o exame pode diagnosticar

A avaliação morfológica do útero pode detectar malformações ou patologias que alteram a forma do órgão e prejudicam tanto a fecundação do óvulo pelo espermatozoide como o desenvolvimento do bebê ao longo da gestação, podendo provocar aborto. As malformações mais comuns são: útero bicorno, unicorno, didelfo, septado e retrovertido.

A HSG também identifica patologias que alteram a morfologia uterina, como pólipos endometriais e miomas, facilitando o diagnóstico.

A avaliação das tubas uterinas também é importante, uma vez que alterações tubárias também podem causar infertilidade. As alterações mais comuns são: obstrução e dilatação tubárias e hidrossalpinge, que é a presença de líquido nas tubas.

Os resultados do exame embasam a conduta terapêutica. A mulher faz a HSG, na maioria dos casos, para investigar as causas da dificuldade de engravidar, portanto há dois tipos de conduta: o tratamento da condição ou patologia que está prejudicando a fertilidade para que ela possa tentar engravidar naturalmente ou a indicação de técnica de reprodução assistida, especialmente a fertilização in vitro (FIV).

A indicação depende de outros parâmetros de fertilidade da mulher, como a idade, e das características da condição ou patologia que esteja prejudicando a fertilidade. Cada caso deve ser avaliado individualmente. No entanto, se houver alteração tubária, a FIV sempre será a melhor indicação.

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