Infertilidade conjugal e infertilidade sem causa aparente (ISCA)

A fertilidade humana é muito complexa e depende de diversos fatores. Caso haja alguma alteração mais significativa em uma ou mais etapas, o casal pode enfrentar a dificuldade para engravidar, conhecida tecnicamente como infertilidade conjugal.

Entre os processos masculinos importantes para a fertilidade, estão a produção de espermatozoides viáveis, que ocorre nos testículos. A formação e transporte do sêmen nos canais e órgãos do sistema reprodutor feminino.

Já os processos de fertilidade feminina incluem a reserva de óvulos nos ovários, a desobstrução dos canais e cavidades do sistema reprodutor feminino, a função das tubas uterinas e a receptividade do endométrio ao embrião.

Contudo, esses são apenas alguns dos fatores importantes para a fertilidade conjugal, existindo muitos outros (alguns deles possivelmente não são conhecidos pela ciência atual). Por isso, podem existir casos de infertilidade sem causa aparente. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe até o final!

O que é infertilidade conjugal?

Atualmente, o termo mais utilizado para a dificuldade de engravidar é infertilidade conjugalsem atribuir a causa a pessoas isoladamente. Afinal, sabemos que frequentemente a infertilidade é causada por fatores masculinos e femininos que interagem entre si e reduzem as chances de gestação. Além disso, existem casos de infertilidade sem causa aparente.

A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gestação após 1 ano (mulheres com menos de 35 anos) ou 6 meses (mulheres com mais de 35 anos) de tentativas. Durante esse período, o casal deve ter realizado relações sexuais no período fértil da mulher sem uso de métodos contraceptivos.

O que é ISCA?

A infertilidade sem causa aparente é um diagnóstico de exclusão feito após uma investigação extensa das causas de infertilidade de um casal. Em cerca de 5% a 10% dos casais, a investigação da infertilidade demonstra resultados normais ou alterações leves, os quais apresentam baixa probabilidade de estarem associadas à dificuldade do casal.

Entre os exames realizados para a investigação dos fatores masculinos de infertilidade conjugal, estão:

Espermograma, o qual avalia a qualidade do sêmen. Entre os parâmetros avaliados, estão a quantidade, a motilidade e a forma dos espermatozoides;
Testes de função espermática e de fragmentação do DNA espermático, os quais medem parâmetros mais específicos que não são avaliados no espermograma rotineiro;
Dosagens de hormônios sexuais, os quais são importantes para a produção e maturação dos espermatozoides;
Ultrassonografia da pelve com doppler, a qual pode evidenciar a presença de varicocele e de obstruções nas vias de transporte do espermatozoide.

Já, entre os exames indicados para a investigação dos fatores femininos de infertilidade conjugal, encontram-se:

Avaliação da reserva ovariana pela dosagem do hormônio mülleriano e pela contagem de folículos antrais;
Testes de dosagem de hormônios sexuais para identificação de causas hormonais de infertilidade, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP);
Ultrassonografias transvaginal e pélvica para a identificação da endometriose, da SOP e de malformações uterinas;
Histerossalpingografia para avaliação de obstruções nas tubas uterinas.

Caso uma investigação extensa da infertilidadeconjugal não demonstre alguma condição que justifique a infertilidade, podemos dizer que se trata de infertilidade sem causa aparente. Isso não significa que não haja uma causa para a dificuldade de engravidar do casal, mas que os exames não foram capazes de identificar uma possível causa. Por exemplo, a infertilidade pode ser causada por condições difíceis de investigar com exames disponíveis atualmente, como:

Qualidade dos óvulos;
Função tubária;
Alterações espermáticas discretas;
Incompatibilidade genética;
Disfunções na interação entre o óvulo e o espermatozoide;
Endometriose oculta;
Disfunções imunológicas.

Tratamento da infertilidade sem causa aparente

Nos casos de infertilidade sem causa aparente, podemos utilizar qualquer uma das técnicas de reprodução assistida. A escolha do tratamento inicial é feita pelo casal após aconselhamento com o médico assistente da reprodução assistida.

Entre as técnicas de baixa complexidade para casais com infertilidade sem causa aparente, estão:

Relação sexual programada – é o método de menor complexidade, envolvendo a estimulação ovariana e a indução da ovulação. Depois desses procedimentos, indicamos para o casal qual é o melhor momento para a realização das relações sexuais;
Inseminação artificial – é considerada também um método de baixa complexidade, mas envolve maior intervenção médica. O sêmen do parceiro é coletado e preparado para a seleção dos melhores espermatozoides. Depois disso, ele é transferido para o útero.

Nos casos de infertilidade sem causa aparente, recomenda-se a realização de um ou dois ciclos de técnicas de baixa complexidade. Caso não haja sucesso, indica-se a fertilização in vitro, uma técnica de alta complexidade.

Na FIV, o processo de fertilização ocorre em laboratório. Após a estimulação ovariana, são coletados os óvulos pela aspiração dos folículos na punção ovariana por agulha guiada por ultrassonografia. O número de óvulos coletados depende da reserva ovariana de cada mulher.

A fertilização desses óvulos é feita em laboratório pela FIV tradicional ou pela injeção intracitoplasmática de espermatozoide. Os embriões formados são cultivados por 5 dias. Depois disso, são transferidos para o útero através do colo uterino.

Portanto, é importante ressaltar que a reprodução assistida pode ser indicada mesmo em casos de infertilidade conjugal em que uma causa não foi identificada. Ou seja, as técnicas reprodutivas podem ser eficazes para casais com infertilidade sem causaaparente (ISCA).

Quer saber mais sobre a infertilidade sem causaaparente? Toque aqui!

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Congelamento de Óvulos

Opção para mulheres que não queiram engravidar agora e querem preservar sua fertilidade ou para mulheres que possuem alguma condição médica que possa afetar sua fertilidade futuramente.

Consulta com especialista

  •  Realização de diversos exames para avaliar a resposta que a mulher terá ao estímulo ovariano para a coleta dos óvulos.

Estimulação ovariana e indução da ovulação

  • É feita uma combinação de medicamentos hormonais que ajudam a estimular o crescimento dos folículos que contêm os óvulos nos ovários.

Punção folicular

  • Retirada do líquido contido nos folículos, no qual ficam os óvulos.
  • Feito com o auxílio de uma agulha e de forma indolor, pois a paciente é anestesiada;

Identificação e seleção dos óvulos

  • No laboratório de embriologia são identificados e selecionados os óvulos maduros e de qualidade para o congelamento.

Congelamento

  • Os óvulos selecionados são rapidamente congelados usando uma técnica chamada de vitrificação, que consiste em imersão em nitrogênio líquido em temperaturas extremamente baixas para preservá-los.

Armazenamento

  • São armazenados em um laboratório de Reprodução, geralmente por tempo indeterminado, até que a mulher esteja pronta para utilizá-los, podendo solicitar o descongelamento e utilizar os óvulos em ciclos de FIV, que é a etapa final do processo.
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Relação Sexual Programada (RSP)

Também conhecida como coito programado, ocorre de maneira natural e possui taxas de sucesso mais baixas.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.
  • O hCG provoca o rompimento dos folículos cerca de 36 horas após sua administração.

Tentativas de Gravidez:

  • Orientação ao casal sobre quais serão os dias mais férteis daquele ciclo – que são os dias que eles devem manter as relações sexuais.
  • O espermatozoide sobrevive cerca de 3 dias no sistema reprodutivo feminino e o óvulo cerca de 36h. Portanto, não é necessário estabelecer a hora exata para o coito e sim um período aproximado e muito assertivo.

Conclusão do RSP

  • O teste de gravidez pode ser feito, normalmente, após 14 dias para verificar o sucesso da técnica.

Chances de Sucesso

  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, muito similares às da inseminação artificial (IA).

Recomendação

  • Essa técnica é recomendada no máximo por três ciclos.
  • Após esse período, indicamos a FIV, pois outros fatores podem estar presentes, prejudicando a fertilidade e a FIV oferece mais recursos para superar esses problemas.
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Ovodoação – Recepção de Óvulos

Opção para mulheres inférteis, em virtude de baixa qualidade ou baixa reserva de óvulos.

Cadastro

  • Realização do cadastro da receptora no banco internacional de óvulos da Espanha e Argentina.

Scanner Facial

  • Após o cadastro é feita uma análise facial da receptora, onde são avaliados cerca de 12.000 pontos da face para identificar semelhanças com possíveis doadoras com características físicas e compatibilidade sanguínea da receptora.

Avaliação de Critérios

  • O banco de óvulos pode enviar à receptora informações sobre a doadora mais compatível segundo a análise detalhada, após isso, acontece a tomada da decisão para prosseguir com o tratamento proposto.
  • Antes da doação, a doadora é avaliada por uma equipe médica que verifica sua saúde geral, e diversos critérios.

Documentação

  • Após a seleção da doadora, a documentação é preparada para solicitar a vinda dos óvulos adquiridos do banco internacional para o laboratório.

Realização da fiv

  • A FIV é iniciada após a chegada dos óvulos. O processo de FIV envolve a fertilização dos óvulos com os espermatozoides em laboratório e a transferência do embrião resultante para o útero da receptora.
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Inseminação Artificial

Desenvolvida para aumentar as chances de gravidez em casos de infertilidade com alteração seminal leve, mulheres com idade até 35 anos e tubas uterinas saudáveis, casal homoafetivo feminino.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios, que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.

  • O óvulo sai do ovário e é capturado pelas tubas uterinas onde pode ser fecundado e posteriormente direcionado para o útero.

Coleta e capacitação seminal

  • O sêmen pode ser do parceiro ou de doador.
  • A coleta é feita no laboratório 02 horas antes da inseminação.

  • O sêmen deve ser analisado previamente e preparado a fim de ser depositado na cavidade uterina.

Inseminação

  • Utilizando um cateter, depositamos o sêmen preparado diretamente na cavidade uterina para facilitar o encontro do óvulo com o espermatozoide.
  • Procedimento é indolor e rápido, não havendo necessidade de repouso.

Conclusão da IA

  • O teste de gravidez é realizado 14 dias após a inseminação.
  • Caso o procedimento não seja bem-sucedido, é avaliado com o casal se é válido fazer uma nova tentativa ou se seguimos para a FIV.

Chances de Sucesso

  • O sucesso da IA depende de alguns fatores como a qualidade dos gametas.
  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, um valor inferior ao da FIV.
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Fertilização in vitro

Indicada para a maioria dos casos de infertilidade e apresenta as mais altas taxas de sucesso de gravidez.

Estimulação Ovariana e Indução da Ovulação

  • Preparação do corpo: Feita com medicamentos hormonais para estimular a ovulação e aumentar o crescimento de folículos.
  • Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é administrado o hormônio hCG. Após 35 horas, é realizada a coleta dos óvulos.

Punção Ovariana

  • Retirada dos ovócitos do ovário por meio de uma agulha guiada por ultrassom.
  • O sêmen é coletado no mesmo dia e enviado para separar os melhores espermatozoides e aumentar as chances de fecundação.

Fecundação Dos Óvulos

  • Dentre os espermatozoides coletados é identificado o melhor e colocado dentro de cada óvulo.
  •  Os embriões formados a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide são colocados em incubadoras para se desenvolverem. 

Cultivo Embrionário

  • Desenvolvimento do embrião: o embrião é mantido em um meio de cultivo durante um período de 5 dias, até que esteja em uma fase adequada para ser transferido ou congelado.

Transferência Embrionária

  • O embrião é colocado no útero para iniciar o processo de fixação, da mesma forma que acontece na gestação espontânea.
  • É nesse momento que pode haver uma maior ou menor possibilidade de gestação múltipla, podem ser transferidos até três embriões dependendo da idade da mulher.

Conclusão da FIV

  • Confirmação da gravidez: a gravidez é confirmada por meio de teste de sangue.
  • O exame é realizado em 10 dias após a transferência embrionária.
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