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Congelamento de óvulos: o que é e quando fazer?

Para que a reprodução aconteça diversos fatores devem ser levados em consideração. A fertilidade feminina depende das boas condições do seu corpo, principalmente dos órgãos do sistema reprodutivo envolvidos no processo.

Um dos principais fatores de fertilidade da mulher é a qualidade dos óvulos, liberados após a maturação dos folículos nos ovários. Ao nascer, a quantidade desse material folicular da mulher já é determinada, sendo apenas desenvolvidos — e não produzidos — ao longo de sua vida reprodutiva.

Após o desenvolvimento dos folículos, os óvulos são liberados durante o processo de ovulação a cada ciclo menstrual. Quando ocorre o encontro com os espermatozoides, os gametas masculinos fecundam os gametas femininos e dão origem ao embrião.

Para que esse processo seja concluído, a saúde reprodutiva de homens e mulheres não pode ter alterações.  Uma das principais causas de infertilidade feminina, por exemplo, é a disfunção na ovulação, quando a mulher encontra problemas para liberar seus gametas.

Existem técnicas na reprodução assistida utilizadas para preservar a capacidade de reprodução da mulher. Isso pode acontecer por meio do congelamento de óvulos, para que sejam preservados e utilizados no futuro.

Neste texto, saiba o que é o congelamento de óvulos, como o procedimento é realizado e quando ele pode ser uma opção:

O que é congelamento de óvulos? 

O congelamento de óvulos é uma técnica complementar à fertilização in vitro (FIV), um importante método de reprodução assistida. Inicialmente era utilizado para preservar o material genético de mulheres em tratamento contra o câncer. 

Porém, com o avanço tecnológico, tornou-se um procedimento utilizado por mulheres que desejam engravidar no futuro utilizando óvulos próprios.

Em muitos casos é possível realizar a preservação da fertilidade, congelando os óvulos para utilizá-los quando desejar engravidar. É importante que essa decisão ocorra antes dos 35 anos de idade, período em que os gametas começam a perder qualidade.

Para que os óvulos sejam criopreservados, é realizada a estimulação ovariana, induzida por hormônios, para estimular o desenvolvimento de mais folículos e obter mais óvulos.

Esse processo acontece no início do ciclo menstrual e é acompanhado por ultrassonografia transvaginal, que permite a visualização dos ovários. Assim, é possível identificar o melhor momento para a indução da ovulação, que também é feita por medicamentos hormonais.

Os óvulos obtidos no processo são captados e selecionados para o seu congelamento. A criopreservação é feita pela vitrificação, a fim de evitar a formação de cristais de gelo que podem danificar as células.

É comum que a paciente apresente alguns sintomas após o procedimento, como cólicas, inchaço abdominal e pressão nos ovários. Raramente pode causar infecção e por esse motivo é preciso ficar atenta a sintomas como sangramentos, dor abdominal severa, dificuldades para urinar, ganho de peso e febre.

Um dos riscos oferecidos pelo aumento da produção de hormônios com a estimulação ovariana é a síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO), que pode ocasionar algumas alterações metabólicas. Porém, a SHO é bastante rara e pode ser evitada com o controle a adequado. 

As chances de gravidez ao utilizar óvulos congelados são semelhantes às de óvulos frescos. Embora seja necessário estar atenta à idade em que a gestação ocorrerá, pois com o envelhecimento os riscos de complicações para a mãe e o feto são maiores. 

Quando o congelamento de óvulos é indicado? 

Além de ser utilizado para a preservação social da fertilidade da mulher, o congelamento de óvulos pode ser indicado em outras situações, como:

  • Mulheres em tratamento contra o câncer que desejam preservar sua fertilidade (preservação oncológica da fertilidade);
  • Casos avançados de endometriose;
  • Mulheres com histórico pessoal ou familiar de falência ovariana prematura (FOP);
  • Casos de doenças em que há o risco de danos aos ovários;
  • Casos de danos aos ovários causados após procedimentos cirúrgicos;
  • Casos em que os ovários precisam ser retirados devido a doenças ou mutações genéticas;
  • Mulheres que desejam adiar os planos de gravidez.

O que é a preservação social da fertilidade?

Atualmente muitas mulheres preferem adiar a gestação, pois buscam a sua independência financeira antes de constituir uma família. Dessa forma, a medicina reprodutiva vem acompanhando a tendência e oferece técnicas capazes de auxiliar no processo.

Preservação social da fertilidade é o termo utilizado quando o congelamento de óvulos tem esse objetivo. 

Com o tempo a reserva ovariana, que representa a quantidade de folículos presentes nos ovários, tende a diminuir e reduz consideravelmente a partir dos 35 anos de idade, quando também há perda na qualidade dos óvulos.

Com esse procedimento, permitido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a mulher pode adiar a gravidez para um momento em que esteja mais preparada emocional e financeiramente. 

No momento ideal, os óvulos podem ser descongelado e utilizados na FIV (fertilização in vitro), técnica de maior complexidade da reprodução assistida, em que a maior parte dos procedimentos é feita em laboratório.

Se você se interessa por esse assunto, não deixe de ler mais sobre a preservação social da fertilidade e entenda melhor o procedimento.

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