Pólipos endometriais
(Os exames são realizados por laboratório de parceiros)

Pólipos endometriais

Pólipos endometriais são estruturas que afetam o útero, órgão do sistema reprodutor feminino importante para diversas funções do corpo feminino, como a gestação. Certas alterações podem provocar dificuldades para engravidar, por isso é importante fazer os exames de rotina e investigar possíveis doenças uterinas.

O útero é um dos órgãos mais importantes do sistema reprodutor feminino. É formado por três camadas: endométrio (camada interna do útero formada por tecido epitelial), miométrio (camada intermediária formada por tecido muscular) e perimétrio (camada externa do útero).

Os pólipos endometriais são projeções (estruturas formadas por tecido endometrial) do endométrio para o interior da cavidade uterina. Eles podem ser únicos ou múltiplos e apresentam diferentes formas e tamanhos.

Ainda não está totalmente determinada a prevalência dos pólipos uterinos, mas estudos mostram que a prevalência é de 7,8% a 34% em mulheres com sangramento uterino anormal. Os pólipos são, em quase sua totalidade, benignos, mas existem casos de malignidade em até 5% dos casos.

Alguns fatores de risco aumentam as chances de malignidade:

  • Idade;
  • Presença de sangramento anormal;
  • Pós-menopausa;
  • Nuliparidade;
  • Obesidade.

Com os avanços em ultrassonografia pélvica, é possível identificar a presença de pólipos endometriais com facilidade. A avaliação da cavidade endometrial deve ser realizada com a ultrassonografia transvaginal, na primeira fase do ciclo menstrual, antecipando a ovulação, em mulheres com ciclos ovulatórios.

Neste texto, vamos mostrar quais são as causas dos pólipos, seus sintomas, os exames de investigação, como são feitos o diagnóstico e o tratamento e como lidamos com a doença no contexto da reprodução assistida.

Causas

As causas dos pólipos endometriais ainda estão em estudo, mas algumas evidências sugerem que eles podem se desenvolver:

  • A partir de lesões provocadas por traumas no endométrio;
  • Em decorrência de alterações hormonais;
  • Devido a fatores genéticos.

Sintomas

Muitas mulheres com pólipos são assintomáticas e, por isso, eles são detectados apenas em exames de rotina.

No entanto, quando produzem sintomas, os mais comuns são:

  • Sangramento anormal durante e entre as menstruações;
  • Sangramento após relações sexuais;
  • Ciclo menstrual irregular;
  • Dor durante a menstruação (menos comum);
  • Infertilidade.

Todos os sintomas devem ser investigados, principalmente porque muitas doenças apresentam sintomas semelhantes e apenas os exames complementares conseguem determinar o fator (doença) responsável por este desconforto.

Exames e diagnóstico

Os pólipos endometriais são diagnosticados com o auxílio da ultrassonografia pélvica transvaginal. Com o avanço desses exames, o diagnóstico dos pólipos tornou-se mais fácil. Isso é importante porque, diferentemente dos miomas, por exemplo, que têm uma taxa praticamente nula de malignidade, os pólipos são estruturas com maior predisposição para malignidade, principalmente em mulheres pós-menopausa.

Por essa razão, a investigação deve ser feita e o tratamento indicado o mais breve possível.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico. É indicada a histeroscopia cirúrgica para a retirada dos pólipos e eliminação da possibilidade de malignidade.

Pólipos, infertilidade e reprodução assistida

Pólipos endometriais
Pólipos endometriais

Os pólipos endometriais podem chegar a ocupar uma parte considerável do útero e impedir tanto a passagem do espermatozoide em seu percurso até a tuba uterina para fecundar o óvulo como o desenvolvimento saudável da gestação, havendo risco de aborto.

Por essa razão, indicamos a retirada dos pólipos antes de o casal voltar a tentar engravidar, seja pelo método natural, seja com o auxílio da fertilização in vitro (FIV), técnica de alta complexidade que eleva significativamente as chances de gravidez.

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Congelamento de Óvulos

Opção para mulheres que não queiram engravidar agora e querem preservar sua fertilidade ou para mulheres que possuem alguma condição médica que possa afetar sua fertilidade futuramente.

Consulta com especialista

  •  Realização de diversos exames para avaliar a resposta que a mulher terá ao estímulo ovariano para a coleta dos óvulos.

Estimulação ovariana e indução da ovulação

  • É feita uma combinação de medicamentos hormonais que ajudam a estimular o crescimento dos folículos que contêm os óvulos nos ovários.

Punção folicular

  • Retirada do líquido contido nos folículos, no qual ficam os óvulos.
  • Feito com o auxílio de uma agulha e de forma indolor, pois a paciente é anestesiada;

Identificação e seleção dos óvulos

  • No laboratório de embriologia são identificados e selecionados os óvulos maduros e de qualidade para o congelamento.

Congelamento

  • Os óvulos selecionados são rapidamente congelados usando uma técnica chamada de vitrificação, que consiste em imersão em nitrogênio líquido em temperaturas extremamente baixas para preservá-los.

Armazenamento

  • São armazenados em um laboratório de Reprodução, geralmente por tempo indeterminado, até que a mulher esteja pronta para utilizá-los, podendo solicitar o descongelamento e utilizar os óvulos em ciclos de FIV, que é a etapa final do processo.
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Relação Sexual Programada (RSP)

Também conhecida como coito programado, ocorre de maneira natural e possui taxas de sucesso mais baixas.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.
  • O hCG provoca o rompimento dos folículos cerca de 36 horas após sua administração.

Tentativas de Gravidez:

  • Orientação ao casal sobre quais serão os dias mais férteis daquele ciclo – que são os dias que eles devem manter as relações sexuais.
  • O espermatozoide sobrevive cerca de 3 dias no sistema reprodutivo feminino e o óvulo cerca de 36h. Portanto, não é necessário estabelecer a hora exata para o coito e sim um período aproximado e muito assertivo.

Conclusão do RSP

  • O teste de gravidez pode ser feito, normalmente, após 14 dias para verificar o sucesso da técnica.

Chances de Sucesso

  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, muito similares às da inseminação artificial (IA).

Recomendação

  • Essa técnica é recomendada no máximo por três ciclos.
  • Após esse período, indicamos a FIV, pois outros fatores podem estar presentes, prejudicando a fertilidade e a FIV oferece mais recursos para superar esses problemas.
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Ovodoação – Recepção de Óvulos

Opção para mulheres inférteis, em virtude de baixa qualidade ou baixa reserva de óvulos.

Cadastro

  • Realização do cadastro da receptora no banco internacional de óvulos da Espanha e Argentina.

Scanner Facial

  • Após o cadastro é feita uma análise facial da receptora, onde são avaliados cerca de 12.000 pontos da face para identificar semelhanças com possíveis doadoras com características físicas e compatibilidade sanguínea da receptora.

Avaliação de Critérios

  • O banco de óvulos pode enviar à receptora informações sobre a doadora mais compatível segundo a análise detalhada, após isso, acontece a tomada da decisão para prosseguir com o tratamento proposto.
  • Antes da doação, a doadora é avaliada por uma equipe médica que verifica sua saúde geral, e diversos critérios.

Documentação

  • Após a seleção da doadora, a documentação é preparada para solicitar a vinda dos óvulos adquiridos do banco internacional para o laboratório.

Realização da fiv

  • A FIV é iniciada após a chegada dos óvulos. O processo de FIV envolve a fertilização dos óvulos com os espermatozoides em laboratório e a transferência do embrião resultante para o útero da receptora.
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Inseminação Artificial

Desenvolvida para aumentar as chances de gravidez em casos de infertilidade com alteração seminal leve, mulheres com idade até 35 anos e tubas uterinas saudáveis, casal homoafetivo feminino.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios, que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.

  • O óvulo sai do ovário e é capturado pelas tubas uterinas onde pode ser fecundado e posteriormente direcionado para o útero.

Coleta e capacitação seminal

  • O sêmen pode ser do parceiro ou de doador.
  • A coleta é feita no laboratório 02 horas antes da inseminação.

  • O sêmen deve ser analisado previamente e preparado a fim de ser depositado na cavidade uterina.

Inseminação

  • Utilizando um cateter, depositamos o sêmen preparado diretamente na cavidade uterina para facilitar o encontro do óvulo com o espermatozoide.
  • Procedimento é indolor e rápido, não havendo necessidade de repouso.

Conclusão da IA

  • O teste de gravidez é realizado 14 dias após a inseminação.
  • Caso o procedimento não seja bem-sucedido, é avaliado com o casal se é válido fazer uma nova tentativa ou se seguimos para a FIV.

Chances de Sucesso

  • O sucesso da IA depende de alguns fatores como a qualidade dos gametas.
  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, um valor inferior ao da FIV.
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Fertilização in vitro

Indicada para a maioria dos casos de infertilidade e apresenta as mais altas taxas de sucesso de gravidez.

Estimulação Ovariana e Indução da Ovulação

  • Preparação do corpo: Feita com medicamentos hormonais para estimular a ovulação e aumentar o crescimento de folículos.
  • Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é administrado o hormônio hCG. Após 35 horas, é realizada a coleta dos óvulos.

Punção Ovariana

  • Retirada dos ovócitos do ovário por meio de uma agulha guiada por ultrassom.
  • O sêmen é coletado no mesmo dia e enviado para separar os melhores espermatozoides e aumentar as chances de fecundação.

Fecundação Dos Óvulos

  • Dentre os espermatozoides coletados é identificado o melhor e colocado dentro de cada óvulo.
  •  Os embriões formados a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide são colocados em incubadoras para se desenvolverem. 

Cultivo Embrionário

  • Desenvolvimento do embrião: o embrião é mantido em um meio de cultivo durante um período de 5 dias, até que esteja em uma fase adequada para ser transferido ou congelado.

Transferência Embrionária

  • O embrião é colocado no útero para iniciar o processo de fixação, da mesma forma que acontece na gestação espontânea.
  • É nesse momento que pode haver uma maior ou menor possibilidade de gestação múltipla, podem ser transferidos até três embriões dependendo da idade da mulher.

Conclusão da FIV

  • Confirmação da gravidez: a gravidez é confirmada por meio de teste de sangue.
  • O exame é realizado em 10 dias após a transferência embrionária.
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