Quando são solicitados os ultrassons morfológicos e o que eles analisam?

A ultrassonografia é um exame utilizado em várias especialidades da medicina, pelo fato de ser uma técnica de boa acurácia para avaliar estruturas internas do corpo humano, com custo mais acessível. Em ginecologia e obstetrícia, ela tem grande relevância, tanto para o diagnóstico de alterações ginecológicas quanto para o acompanhamento da gestação. 

Entre os diferentes tipos de ultrassonografia utilizados na rotina médica, o ultrassom morfológico é um dos mais importantes durante a gravidez. Com ele, é possível avaliar o desenvolvimento do feto e identificar precocemente possíveis alterações estruturais, contribuindo para uma gestação mais segura.

É oportuno mencionar que na área da reprodução assistida, a ultrassonografia também é útil, não somente para o diagnóstico de condições associadas à infertilidade, mas durante algumas etapas dos tratamentos.

Agora, vamos abordar o que é o ultrassom morfológico, quando ele é solicitado e o que exatamente é analisado nesse exame — inclusive nas gestações obtidas por reprodução assistida!

O que é um ultrassom morfológico e quando é solicitado?

O ultrassom morfológico é um exame de imagem realizado durante o pré-natal, com o objetivo de avaliar a morfologia do feto — ou seja, sua estrutura física. Ele é diferente do ultrassom obstétrico convencional, que mede o crescimento fetal e monitora batimentos cardíacos, pois tem o foco na avaliação anatômica e finalidade diagnóstica. 

Geralmente, são indicados dois ultrassons morfológicos durante a gestação: um no primeiro trimestre e um no segundo, embora essas indicações possam variar de acordo com condições específicas de cada mulher e a visão do obstetra.

O ultrassom morfológico do primeiro trimestre pode ser feito entre 11 e 14 semanas de gestação. O exame avalia a formação inicial dos órgãos, mede a translucência nucal (indicador de possíveis síndromes genéticas, como a síndrome de Down) e verifica o risco de algumas malformações.

O ultrassom morfológico do segundo trimestre é feito geralmente entre 20 e 24 semanas. Ele possibilita uma análise com mais detalhes do desenvolvimento do cérebro, bem como da coluna, do coração, rins, face, membros e outras partes do corpo do feto. Também avalia a placenta, o líquido amniótico e o colo do útero.

Esses exames são essenciais para um pré-natal de qualidade, pois ajudam a identificar possíveis anomalias que podem ser investigadas com maior profundidade ou tratadas precocemente.

O que os ultrassons morfológicos analisam?

Durante a avaliação morfológica, o médico examina minuciosamente diversas estruturas fetais, como as que já foram mencionadas neste texto. Entre os aspectos analisados, estão: 

  • sistema nervoso central — tamanho e anatomia do cérebro, ventrículos cerebrais, fossa posterior;
  • face e perfil fetal — avaliação do osso nasal, dos lábios (descarta fenda palatina, por exemplo) e dos olhos; 
  • coluna vertebral — observação da integridade e do alinhamento das vértebras;
  • coração — as câmaras cardíacas são avaliadas, assim como o ritmo e a frequência dos batimentos. Alguns médicos pedem também o ecocardiograma fetal no terceiro trimestre da gestação para uma avaliação mais precisa;
  • pulmões, estômago, fígado, rins e bexiga também são examinados no ultrassom morfológico quanto aos critérios de presença, tamanho e localização;
  • no sistema musculoesquelético, o exame observa membros superiores e inferiores, quantidade de dedos e movimentação;
  • a genitália externa é avaliada, permitindo a identificação do sexo do feto, se os pais desejarem;
  • a placenta e o cordão umbilical são examinados quanto a sua inserção, espessura, localização e presença de artérias;
  • verifica-se se o líquido amniótico apresenta volume adequado para a idade gestacional; 
  • o colo uterino é observado para avaliação do risco de parto prematuro.

Essa análise completa permite não apenas identificar malformações fetais, mas também monitorar o desenvolvimento intrauterino e a saúde materno-fetal como um todo.

Ultrassons morfológicos na reprodução assistida: tem alguma diferença? 

O acompanhamento pré-natal de uma gestação obtida com o auxílio de técnicas de reprodução assistida deve seguir os mesmos cuidados das demais gestações, incluindo a realização dos ultrassons morfológicos.

A reprodução assistida auxilia somente nas etapas que antecedem a gravidez, ou seja: o estímulo a ovulação; o encontro dos gametas (óvulo e espermatozoide); o momento da fecundação do óvulo (se for utilizada a fertilização in vitro – FIV). Depois que o embrião se implanta no útero, a gravidez ocorre naturalmente e requer todos os mesmos cuidados de uma gestação resultante de concepção espontânea.

Na verdade, por se tratar muitas vezes de uma gestação de maior vigilância — seja por histórico de infertilidade, idade materna avançada, gestação gemelar ou outras condições — o ultrassom morfológico ganha ainda mais relevância nesse contexto. 

Além disso, vale destacar que o ultrassom é seguro, não invasivo e não emite radiação ionizante, portanto não representa nenhum risco para a mãe ou o bebê. Pelo contrário, é uma ferramenta importante e que pode fornecer informações valiosas para ajudar na condução da gestação com mais segurança e tranquilidade.

Os ultrassons morfológicos são exames essenciais para garantir que o desenvolvimento fetal esteja ocorrendo dentro dos parâmetros esperados. Seja em gestações naturais ou obtidas por reprodução assistida, esse tipo de avaliação faz parte de um acompanhamento pré-natal de qualidade.

Aproveite para saber mais sobre os exames ginecológicos e sua importância na fertilidade e na gestação. Leia este texto: ultrassonografia pélvica.



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Congelamento de Óvulos

Opção para mulheres que não queiram engravidar agora e querem preservar sua fertilidade ou para mulheres que possuem alguma condição médica que possa afetar sua fertilidade futuramente.

Consulta com especialista

  •  Realização de diversos exames para avaliar a resposta que a mulher terá ao estímulo ovariano para a coleta dos óvulos.

Estimulação ovariana e indução da ovulação

  • É feita uma combinação de medicamentos hormonais que ajudam a estimular o crescimento dos folículos que contêm os óvulos nos ovários.

Punção folicular

  • Retirada do líquido contido nos folículos, no qual ficam os óvulos.
  • Feito com o auxílio de uma agulha e de forma indolor, pois a paciente é anestesiada;

Identificação e seleção dos óvulos

  • No laboratório de embriologia são identificados e selecionados os óvulos maduros e de qualidade para o congelamento.

Congelamento

  • Os óvulos selecionados são rapidamente congelados usando uma técnica chamada de vitrificação, que consiste em imersão em nitrogênio líquido em temperaturas extremamente baixas para preservá-los.

Armazenamento

  • São armazenados em um laboratório de Reprodução, geralmente por tempo indeterminado, até que a mulher esteja pronta para utilizá-los, podendo solicitar o descongelamento e utilizar os óvulos em ciclos de FIV, que é a etapa final do processo.
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Relação Sexual Programada (RSP)

Também conhecida como coito programado, ocorre de maneira natural e possui taxas de sucesso mais baixas.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.
  • O hCG provoca o rompimento dos folículos cerca de 36 horas após sua administração.

Tentativas de Gravidez:

  • Orientação ao casal sobre quais serão os dias mais férteis daquele ciclo – que são os dias que eles devem manter as relações sexuais.
  • O espermatozoide sobrevive cerca de 3 dias no sistema reprodutivo feminino e o óvulo cerca de 36h. Portanto, não é necessário estabelecer a hora exata para o coito e sim um período aproximado e muito assertivo.

Conclusão do RSP

  • O teste de gravidez pode ser feito, normalmente, após 14 dias para verificar o sucesso da técnica.

Chances de Sucesso

  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, muito similares às da inseminação artificial (IA).

Recomendação

  • Essa técnica é recomendada no máximo por três ciclos.
  • Após esse período, indicamos a FIV, pois outros fatores podem estar presentes, prejudicando a fertilidade e a FIV oferece mais recursos para superar esses problemas.
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Ovodoação – Recepção de Óvulos

Opção para mulheres inférteis, em virtude de baixa qualidade ou baixa reserva de óvulos.

Cadastro

  • Realização do cadastro da receptora no banco internacional de óvulos da Espanha e Argentina.

Scanner Facial

  • Após o cadastro é feita uma análise facial da receptora, onde são avaliados cerca de 12.000 pontos da face para identificar semelhanças com possíveis doadoras com características físicas e compatibilidade sanguínea da receptora.

Avaliação de Critérios

  • O banco de óvulos pode enviar à receptora informações sobre a doadora mais compatível segundo a análise detalhada, após isso, acontece a tomada da decisão para prosseguir com o tratamento proposto.
  • Antes da doação, a doadora é avaliada por uma equipe médica que verifica sua saúde geral, e diversos critérios.

Documentação

  • Após a seleção da doadora, a documentação é preparada para solicitar a vinda dos óvulos adquiridos do banco internacional para o laboratório.

Realização da fiv

  • A FIV é iniciada após a chegada dos óvulos. O processo de FIV envolve a fertilização dos óvulos com os espermatozoides em laboratório e a transferência do embrião resultante para o útero da receptora.
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Inseminação Artificial

Desenvolvida para aumentar as chances de gravidez em casos de infertilidade com alteração seminal leve, mulheres com idade até 35 anos e tubas uterinas saudáveis, casal homoafetivo feminino.

Estimulação Ovariana

  • Tem o objetivo de estimular os ovários a produzirem de 1 a 3 folículos durante o ciclo menstrual.
  • São utilizados medicamentos orais ou injetáveis à base de hormônios, que estimulam o crescimento dos folículos ovarianos.

Indução da Ovulação

  • Administração do hormônio HCG para provocar a ruptura dos folículos.

  • O óvulo sai do ovário e é capturado pelas tubas uterinas onde pode ser fecundado e posteriormente direcionado para o útero.

Coleta e capacitação seminal

  • O sêmen pode ser do parceiro ou de doador.
  • A coleta é feita no laboratório 02 horas antes da inseminação.

  • O sêmen deve ser analisado previamente e preparado a fim de ser depositado na cavidade uterina.

Inseminação

  • Utilizando um cateter, depositamos o sêmen preparado diretamente na cavidade uterina para facilitar o encontro do óvulo com o espermatozoide.
  • Procedimento é indolor e rápido, não havendo necessidade de repouso.

Conclusão da IA

  • O teste de gravidez é realizado 14 dias após a inseminação.
  • Caso o procedimento não seja bem-sucedido, é avaliado com o casal se é válido fazer uma nova tentativa ou se seguimos para a FIV.

Chances de Sucesso

  • O sucesso da IA depende de alguns fatores como a qualidade dos gametas.
  • Esse índice é de aproximadamente 18% a 20% em cada tentativa, um valor inferior ao da FIV.
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Fertilização in vitro

Indicada para a maioria dos casos de infertilidade e apresenta as mais altas taxas de sucesso de gravidez.

Estimulação Ovariana e Indução da Ovulação

  • Preparação do corpo: Feita com medicamentos hormonais para estimular a ovulação e aumentar o crescimento de folículos.
  • Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é administrado o hormônio hCG. Após 35 horas, é realizada a coleta dos óvulos.

Punção Ovariana

  • Retirada dos ovócitos do ovário por meio de uma agulha guiada por ultrassom.
  • O sêmen é coletado no mesmo dia e enviado para separar os melhores espermatozoides e aumentar as chances de fecundação.

Fecundação Dos Óvulos

  • Dentre os espermatozoides coletados é identificado o melhor e colocado dentro de cada óvulo.
  •  Os embriões formados a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide são colocados em incubadoras para se desenvolverem. 

Cultivo Embrionário

  • Desenvolvimento do embrião: o embrião é mantido em um meio de cultivo durante um período de 5 dias, até que esteja em uma fase adequada para ser transferido ou congelado.

Transferência Embrionária

  • O embrião é colocado no útero para iniciar o processo de fixação, da mesma forma que acontece na gestação espontânea.
  • É nesse momento que pode haver uma maior ou menor possibilidade de gestação múltipla, podem ser transferidos até três embriões dependendo da idade da mulher.

Conclusão da FIV

  • Confirmação da gravidez: a gravidez é confirmada por meio de teste de sangue.
  • O exame é realizado em 10 dias após a transferência embrionária.
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