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Tubas uterinas: qual a função delas na fertilidade e o que pode afetá-las e levar à infertilidade?

O sistema reprodutor feminino é responsável por diversas funções, como a produção de hormônios e dos óvulos (os gametas femininos), a fecundação e o desenvolvimento do embrião até o final da gravidez. Por isso, para que a gravidez aconteça, todos os órgãos precisam desempenhar as suas funções adequadamente. Ele é formado pelos ovários, tubas uterinas, útero, vagina e, na parte exterior, a vulva.

Entre as principais causas de infertilidade feminina estão os fatores tubários. As tubas uterinas — também conhecida como trompas de Falópio — ligam os ovários ao útero, exercendo um papel muito importante na fecundação. Por esse motivo, a presença de doenças ou condições que alterem o funcionamento das tubas uterinas pode levar à infertilidade feminina.

Para saber mais sobre esse órgão, continue a leitura. Ao longo deste artigo vamos mostrar qual é a função das tubas uterinas e quais são os principais fatores que podem provocar a infertilidade.

Confira!

Qual a função das tubas uterinas na fertilidade?

Anteriormente chamadas de trompas de Falópio, as tubas uterinas são formadas por dois canais com cerca de 10 cm cada que aumentam o seu diâmetro ao se afastarem do útero. Elas são divididas em 4 partes: infundíbulo, ampola, istmo e parte uterina. A fecundação acontece, em geral, na região da ampola.

Durante o ciclo menstrual, os ovários liberam um óvulo em uma das tubas uterinas, processo conhecido como ovulação. A camada formada por tecido muscular possibilita que as tubas uterinas façam movimentos peristálticos que ajudam na captação do óvulo e, após a fecundação, do transporte do embrião até o útero.

A gravidez se inicia com a implantação do embrião no endométrio, a camada interna uterina, em um processo conhecido como nidação. Ou seja, para que a gestação natural aconteça, as tubas uterinas precisam estar em boas condições, pois é o local onde acontece a fecundação.

O que pode afetar as tubas uterinas e prejudicar a fertilidade?

A fecundação é um processo fundamental para a fertilidade, pois a partir dela, uma nova vida é formada. Desse modo, a presença de algum problema nas tubas uterinas pode dificultar a fecundação e, por essa razão, comprometer a fertilidade da paciente.

Lesões e obstruções nas tubas uterinas impedem a chegada dos espermatozoides até o útero e, caso a fecundação aconteça, dificultam a passagem do embrião até o útero para ser implantado e dar início à gestação. Existem diversas doenças e condições que podem afetar as tubas uterinas. Entre elas, as principais são:

  • Endometriose;
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
  • Hidrossalpinge;
  • Salpingite;
  • Infecções (incluindo as infecções sexualmente transmissíveis, como a clamídia e a gonorreia);
  • Miomas;
  • Cirurgias pélvicas;
  • Laqueadura e;
  • Malformações congênitas.

As causas inflamatórias que provocam a distorção nas tubas uterinas podem não provocar sintomas, como a infecção por clamídia, o que dificulta o seu diagnóstico. Além da infertilidade, os danos tubários aumentam o risco de gravidez ectópica, que ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, em geral, nas tubas uterinas. Ela também está relacionada à infertilidade feminina porque não é possível dar continuidade com a gestação.

Um dos principais exames para avaliar as tubas uterinas é a histerossalpingografia. Ela consiste em um exame de imagem que utiliza contraste para avaliar as condições das tubas uterinas e identificar obstruções e lesões.

Em caso de problemas nas tubas uterinas levando à infertilidade, como é possível a gravidez? 

A presença de algum problema nas tubas uterinas não significa que, necessariamente, a gravidez não aconteça. Cada caso deve ser avaliado de forma individual para que seja indicado o melhor tratamento para o casal. Pacientes com alterações leves podem demorar mais tempo para engravidarem de forma natural, mas é possível.

Para as pacientes com obstruções tubárias mais severas, existem 3 alternativas de tratamento: o medicamentoso, o cirúrgico ou a reprodução assistida. Porém, a cirurgia para corrigir os danos das tubas uterinas pode não ser suficiente para o casal engravidar naturalmente. Nesses casos, a reprodução assistida é o recurso com maior taxa de sucesso para conseguir a gravidez.

Entre as técnicas de reprodução assistida, a fertilização in vitro (FIV) é a mais indicada porque ela não depende das tubas uterinas para ser realizada. Na FIV, a fecundação é realizada em laboratório, após a coleta dos gametas do casal. Após alguns dias em observação, os embriões de maior qualidade são transferidos para o útero.

As tubas uterinas conectam os ovários ao útero, sendo responsáveis por transportar o óvulo para que a fecundação aconteça. Em seguida, o embrião formado é levado até o útero para ser implantado. Por isso, a presença de cicatrizes ou obstruções no interior das tubas secundárias a doenças pode dificultar a fecundação, levando à infertilidade.

A dificuldade para engravidar está relacionada a diversos fatores, tanto femininos, quanto masculinos. Para saber mais sobre o assunto, confira a nossa página sobre a infertilidade feminina!

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