Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

O que é nidação?

Na teoria, o processo de gravidez é relativamente simples de ocorrer, mas, na prática, seja por problemas de infertilidade feminina, seja por alterações na saúde reprodutiva do homem, o desenvolvimento da gestação pode ser difícil, especialmente para determinados casais.

Dos diversos processos necessários para o êxito da gestação, a nidação é um dos mais importantes.

Ao ler esse conteúdo, você saberá o que é nidação e qual a importância desse processo para o início da gravidez. Acompanhe!

Como ocorre a gravidez?

Para que a gravidez ocorra, diversos processos tanto no homem como na mulher devem estar normais.

O homem deve produzir espermatozoides em quantidade e qualidade suficientes para que haja a fecundação e a mulher deve estar com seu ciclo menstrual normal, o que envolve a ação de diversos hormônios.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos pela ação da testosterona, processo denominado de espermatogênese.

Depois de produzidos, os gametas seguem para os epidídimos, que são dutos microscópicos anexados aos testículos, nos quais passarão pelo processo de amadurecimento.

Dos epidídimos, eles entram nos canais deferentes, que os levam até as vesículas seminais, onde se misturam com o líquido seminal antes de serem ejaculados.

O líquido seminal é produzido pelas vesículas seminais e pela próstata.

Ao serem ejaculados, eles passam pelo sistema reprodutor feminino até a tuba uterina, onde está o óvulo a ser fertilizado.

Na mulher, o ciclo menstrual tem início com a menstruação, que é a eliminação do tecido endometrial que sofreu espessamento durante o ciclo anterior para receber um possível embrião.

Após a menstruação, o corpo feminino produz hormônios para estimular o crescimento de novos folículos, estruturas como bolsas que guardam os óvulos em seu processo de amadurecimento.

Quando os folículos atingem determinado tamanho, o corpo produz outro hormônio para provocar seu rompimento e liberação do óvulo, processo chamado ovulação.

Em paralelo, o organismo da mulher prepara com hormônios o endométrio, camada interna do útero, para receber o embrião.

Nesse processo, o endométrio vai se tornando cada vez mais espesso e receptivo à fixação.

Depois da ovulação, o óvulo migra para a tuba uterina, na qual pode ser fecundado pelo espermatozoide vindo do útero.

A gravidez depende desses processos, mas seu início é marcado pela fixação ou implantação do embrião no útero, processo também chamado de nidação.

Com a fixação do embrião no útero, o organismo feminino libera altas quantidades do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana), fazendo com que o endométrio se desenvolva para proteger e dar todo o suporte o embrião.

A nidação

A nidação, portanto, é o processo de implantação do embrião no útero da mulher.

Em média, ela ocorre entre 5 e 12 dias após a fecundação, com o embrião em estágio de blastocisto (para saber mais sobre isso, leia este texto).

A nidação pode gerar alguns sintomas, mas não é regra:

  • Cólicas;
  • Dores semelhantes a pontadas na parte inferior do abdômen;
  • Sangramentos com pequeno fluxo.

A nidação nas técnicas de reprodução assistida

A nidação é fundamental para a gravidez de modo geral, tanto obtida de forma natural como em técnicas de reprodução assistida, principalmente na fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação é realizada em laboratório.

No procedimento de relação sexual programada (RSP), técnica de baixa complexidade, a mulher passa inicialmente por um processo de estimulação ovariana e indução da ovulação com hormônios injetáveis ou via oral.

Depois faz um acompanhamento por ultrassonografia do crescimento dos folículos, sendo possível identificar o momento mais propício à fecundação.

Com isso, o médico orienta o casal a manter relações sexuais nesse período, aumentando as chances de fecundação.

Como ocorre em todo processo de gravidez, depois da fecundação o embrião segue ao útero para se fixar nele (nidação).

A inseminação artificial (IA) é uma técnica também de baixa complexidade realizada em quatro etapas:

  • Estimulação ovariana;
  • Indução da ovulação;
  • Coleta e tratamento do sêmen;
  • Inseminação propriamente dita.

Leia em detalhes sobre essa técnica neste texto.

Ao término desse processo, os espermatozoides são depositados no fundo da cavidade uterina, para facilitar a fecundação do óvulo e a nidação.

A técnica de alta complexidade é a FIV, realizada em cinco etapas principais:

  • Estimulação ovariana;
  • Punção folicular e coleta dos espermatozoides;
  • Fecundação;
  • Cultivo embrionário;
  • Transferência dos embriões ao útero.

Depois da última etapa da FIV, os embriões depositados no útero se fixam ao endométrio, processo também chamado de nidação.

Dessa forma, destaca-se que a nidação é um processo que deve obrigatoriamente ocorrer para que a gravidez possa ter início, sendo seu momento inicial.

O que pode provocar falhas de implantação/nidação?

Algumas situações podem provocar falhas no processo de nidação. As principais são:

  • Endométrio fino;
  • Alterações anatômicas no útero;
  • Endometriose.

Endométrio fino

Para estar receptivo à nidação, o endométrio precisa ter entre 7 e 14 mm. Em endométrios com espessura inferior a nidação pode ocorrer, mas o risco de aborto é maior.

Alterações anatômicas no útero

Alterações anatômicas no útero, como pólipos endometriais e miomas, também podem ser a causa de falhas de implantação.

Nesses casos, pode haver dificuldades tanto de nidação como de desenvolvimento do feto, também aumentando o risco de aborto.

Endometriose

A endometriose é uma doença complexa com alta prevalência em mulheres durante a vida fértil (entre a menarca e a menopausa).

Essa doença se caracteriza pelo crescimento do tecido endometrial em diferentes regiões do corpo da mulher e pode prejudicar a receptividade endometrial.

Existem ainda outras condições que podem provocar problemas durante a nidação.

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