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Espermatozoide: o que é e qual sua relação com a fertilidade?

O embrião é formado na fecundação pela união do espermatozoide e do óvulo que são, respectivamente, o gameta masculino e feminino. Eles são responsáveis por transmitir os genes do casal para os seus descendentes e são fundamentais para que a gravidez aconteça. No caso dos homens, a presença de alguma alteração seminal pode levar à infertilidade.

Porém, graças aos avanços da reprodução assistida, a dificuldade para engravidar não é mais um impedimento para os casais terem filhos. As técnicas avançadas da fertilização in vitro (FIV) possibilitam que até mesmo homens com fatores graves de infertilidade masculina possam ter filhos biológicos.

Por isso, neste artigo, vamos nos aprofundar no caso masculino e mostrar o que é o espermatozoide e qual é a sua importância para a fertilidade masculina.

Boa leitura!

O que é o espermatozoide?

O espermatozoide é produzido nos testículos por um processo chamado espermatogênese. O processo começa nos túbulos seminíferos onde milhares de espermatozoides são formados. Quando o estímulo sexual acontece, os espermatozoides saem dos epidídimos (onde são armazenados), passam pelos canais deferentes até a uretra, se juntando ao líquido seminal formando o sêmen.

Com a ejaculação, o espermatozoide é inserido no útero da mulher e segue para uma das tubas uterinas com o objetivo de fecundar o óvulo. Ele carrega metade do número de cromossomos de um indivíduo, sendo a outra metade proveniente do gameta feminino, formando o embrião.

A sua estrutura do espermatozoide é dividida em 3 partes, sendo:

  • A cabeça: possui o formato oval e achatada. O material genético é armazenado no seu interior, no núcleo no espermatozoide;
  • O colo: composto por um grande número de mitocôndrias, responsáveis por fornecer energia para o espermatozoide se locomover e;
  • A cauda: local responsável pela movimentação do espermatozoide.

Qual a relação entre o espermatozoide e a infertilidade masculina?

A partir da fecundação temos a formação do embrião, que irá se desenvolver no útero até o fim da gestação. Por isso, podemos afirmar que o gameta feminino e o masculino são fundamentais para a espécie humana.

De forma geral, a infertilidade masculina está associada à quantidade e à qualidade dos espermatozoides. Problemas na sua produção ou obstruções que impedem o transporte dos gametas no sêmen estão entre os principais fatores relacionados com a infertilidade masculina. Além disso, a presença de uma grande quantidade de espermatozoides anormais também pode dificultar a fecundação.

Entre as principais causas estão as inflamações nos órgãos do sistema sexual masculino provocadas por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a orquite e a prostatite, a varicocele e a azoospermia.

A infertilidade pode ser relacionada a fatores femininos ou masculinos — na mesma proporção — ou a ambos. Além disso, a causa pode não ser descoberta após a investigação da infertilidade conjugal, o que chamamos de infertilidade sem causa aparente (ISCA).

A partir da investigação da infertilidade conjugal é possível descobrir o motivo da dificuldade para engravidar. Quando o tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico não é suficiente para reverter a infertilidade, a reprodução assistida é indicada.

Como a reprodução assistida pode ajudar o homem infértil a ter filhos?

As técnicas de reprodução assistida são classificadas em alta e baixa complexidade. A fertilização in vitro (FIV) faz parte do primeiro grupo, enquanto a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) compõem o segundo. Cada uma delas possuem as suas particularidades e são recomendadas para casos diferentes de infertilidade.

Homens com fatores leves de infertilidade podem recorrer às técnicas de baixa complexidade. Nos casos mais graves, a FIV é a mais indicada por ser a técnica mais moderna e com maior taxa de sucesso. Ela é a única que pode ser utilizada em casos de baixa qualidade de espermatozoides ou de azoospermia (ausência de gametas no sêmen ejaculado), por exemplo.

O processo se inicia com a coleta dos gametas do casal. Caso seja necessário, o espermatozoide pode ser coletado dos testículos ou dos epidídimos. A técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é utilizada para a fecundação, inserindo o espermatozoide diretamente no óvulo. Assim, mesmo homens com uma baixa quantidade de gametas podem utilizar a técnica.

Os embriões formados são observados em laboratório por alguns dias, etapa conhecida como cultivo embrionário. Após 3 a 6 dias, os mais saudáveis são transferidos para o útero. Os embriões viáveis que não foram utilizados devem ser criopreservados, de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O espermatozoide é o gameta masculino que, ao se juntar com o óvulo (o gameta feminino), formam o embrião. Por essa razão, eles são fundamentais para a continuidade da nossa espécie. Existem doenças e condições que podem alterar a qualidade e/ou a quantidade de espermatozoides, causando infertilidade. Porém, mesmo em casos graves, o homem pode ter filhos por meio da reprodução assistida.

Para conhecer os principais fatores que podem causar alterações seminais, confira a nossa página sobre a infertilidade masculina!

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