Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

O que é endometrioma?

A fertilidade feminina pode ser afetada por diversos fatores, como doenças e a idade da mulher, sendo o endometrioma um desses fatores.

Trata-se de uma doença que afeta os ovários e pode levar a mulher à infertilidade.

A suspeita de endometrioma gera muitas dúvidas, como:

  • O que é?
  • Posso engravidar?
  • Pode virar câncer?
  • Causa infertilidade?

Essas são perguntas muito frequentes.

Elaborei esse texto para esclarecer essas e outras dúvidas comuns relacionadas à doença.

Leia e confira o que é endometrioma e a sua relação com a endometriose; quais são os sintomas; qual a relação do endometrioma com o câncer; quais são os exames para diagnóstico; e quais são as opções de tratamento.

O que é endometrioma e a sua relação com a endometriose?

A endometriose pode se manifestar de 3 formas:

  • Endometriomas de ovário;
  • Endometriose superficial peritoneal (até 5 mm de infiltração);
  • Endometriose infiltrativa profunda (acima de 5 mm de infiltração).

O endometrioma é um cisto constituído de glândulas endometriais e estroma que se forma fora do útero, especificamente nos ovários, glândulas responsáveis por: produzir os hormônios sexuais femininos e produzir e armazenar os óvulos até estarem maduros para serem fecundados.

Os endometriomas apresentam um líquido castanho espesso com aspecto de chocolate e aderências firmes, por isso também são conhecidos como “cistos de chocolate”.

O ovário, uma vez atingido por essa condição, tem a sua função afetada. Logo, isso interfere na qualidade e quantidade dos óvulos produzidos, sendo um obstáculo para casais que sonham em engravidar de forma natural.

O endometrioma pode, portanto, dificultar a ovulação. Além disso, existe uma maior dificuldade para fixação do embrião no útero devido às alterações imunológicas e inflamatórias decorrentes da endometriose.

No entanto, existe cura para os endometriomas. É essencial procurar um médico ao reconhecer os sintomas. Aprenda a identificá-los.

Quais são os sintomas?

Cistos ovarianos podem ser assintomáticos. Nos casos em que os sintomas se manifestam, os mais comuns são:

  • Cólicas abdominais intensas;
  • Sangramento anormal;
  • Menstruação dolorosa;
  • Corrimento vaginal escuro;
  • Desconforto ao urinar ou evacuar;
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).

A intensidade dos sintomas varia de mulher para mulher.

Qual é a relação do endometrioma com o câncer?

Existe relação entre endometrioma e câncer de ovário, uma das formas mais letais da doença. Estudos mostram anormalidades genéticas propensas a malignidade em raros casos de endometriomas, cerca de 0,7%.

Quais são os exames para diagnóstico?

Para investigação e diagnóstico da doença são solicitados exames físicos e exames auxiliares. No exame físico, o médico procura anormalidades ou nódulos.

Caso o cisto apresente grandes dimensões, é possível detectá-lo nesse exame.

Para garantir um diagnóstico detalhado e preciso, os exames solicitados são a ultrassonografia pélvica transvaginal e a ressonância nuclear magnética da pelve.

A ultrassonografia transvaginal é utilizada para avaliar a estrutura dos órgãos reprodutores femininos, permitindo a visualização dos órgãos internos da pelve, incluindo os ovários.

Esse exame deve ser feito com preparo intestinal prévio, assim como a ressonância de pelve. Esses exames de imagem são complementares e auxiliam no diagnóstico e programação de tratamento.

Quais são as opções de tratamento?

Para definir o melhor tipo de tratamento, o diagnóstico é essencial. Dependendo de cada caso, o tratamento pode ser medicamentoso (hormonal) ou cirúrgico.

O tratamento, tanto medicamentoso quanto cirúrgico, pode afetar a fertilidade, por isso a indicação do tratamento dependerá de alguns fatores, como:

  • Idade;
  • Sintomas;
  • Se a paciente tem desejo de ter filhos;
  • Se o endometrioma é unilateral ou bilateral.

O cisto pequeno, com menos de 4 cm, pode não produzir sintomas.

Para esses o médico pode recomendar medicação que inibe a ovulação, como a pílula anticoncepcional, ou aconselhar o acompanhamento.

O tratamento com a pílula anticoncepcional ajuda a controlar a dor e retardar o crescimento de cistos, mas não cura.

Outra opção é o DIU com hormônio (Mirena®), que inibe o crescimento do endométrio com consequente controle dos focos de endometriose.

Este método não bloqueia a ovulação como os hormônios via oral ou injetáveis.

Dependendo do caso, pode ser necessária a cirurgia. A intervenção cirúrgica é geralmente realizada por videolaparoscopia.

O laparoscópio é um tubo longo e fino com uma luz e uma câmera na sua extremidade, que ajuda o médico a realizar o procedimento. É inserido por uma pequena incisão feita no abdômen da paciente.

Cirurgia para remover os cistos é, geralmente, recomendada para mulheres que apresentam:

  • sintomas dolorosos;
  • cistos maiores que 4 cm;
  • cistos que podem ser cancerosos;
  • infertilidade.

Porém, uma das consequências da cirurgia pode ser a redução da fertilidade, pois pode diminuir a resposta ovariana e causar cicatrizes ovarianas, que representam um obstáculo para a fertilidade.

Quais são as opções de tratamento para engravidar?

Para mulheres inférteis que querem engravidar, podem ser indicadas técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

FIV

A FIV é a técnica de reprodução assistida mais complexa e que tem os melhores índices de sucesso de nascidos vivos por ciclo realizado.

Com o avanço tecnológico, a FIV já possibilitou a milhares de casais com dificuldade de engravidar realizarem o sonho de ter um filho.

A FIV é realizada em cinco etapas: estimulação ovariana, coleta dos óvulos e espermatozoides, fecundação, cultivo embrionário e transferência dos embriões ao útero da mulher.

A técnica é indicada para praticamente todos os casos de infertilidade, tanto feminina como masculina.

A FIV permite mesmo a homens com pouca qualidade e quantidade de espermatozoides que consigam ter filhos com seu próprio material biológico.

Ficou alguma dúvida? Deixe nos comentários, estou aqui para ajudar.

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