Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP
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Reprodução Humana

Como a estimulação ovariana é feita?

Diversos fatores estão relacionados aos distúrbios ovulatórios, uma das principais causas de infertilidade feminina. A idade da mulher, a baixa reserva ovariana e a presença de doenças que afetam o funcionamento dos ovários podem dificultar a ovulação e, como consequência, a gravidez. Nesses casos, a estimulação ovariana é fundamental para que a mulher possa ter filhos por meio da reprodução assistida.

Para entendermos melhor a sua influência, precisamos mostrar como funciona o ciclo menstrual. Devido à ação hormonal, alguns folículos ovarianos são estimulados. Porém, apenas um amadurece liberando o óvulo que se desenvolveu no seu interior para a fecundação, o que chamamos de ovulação.

A estimulação ovariana funciona de forma parecida, como veremos a seguir. Ela está presente em todas as técnicas de reprodução assistida, mesmo nos casos em que a infertilidade não é causada por distúrbios ovulatórios.

Continue a leitura para descobrir como a estimulação ovariana é realizada!

Qual a importância da estimulação ovariana para a reprodução assistida?

A estimulação ovariana é a primeira etapa de todas as técnicas de reprodução assistida, sendo utilizada para aumentar as chances de gravidez. Ela estimula o crescimento dos folículos ovarianos para gerar mais óvulos, desse modo, maior será a probabilidade de uma gestação.

Ou seja, independentemente do motivo da infertilidade da paciente, a estimulação ovariana é utilizada para aumentar a taxa de sucesso das técnicas de reprodução assistida.

Como a estimulação ovariana é realizada?

A estimulação ovariana é um processo individualizado, por isso, o seu protocolo é feito de acordo com cada paciente visando a eficácia e a segurança do tratamento. Dessa forma, fatores como a reserva ovariana da mulher, a idade e a técnica de reprodução assistida utilizada devem ser considerados na escolha desseprotocolo.

Para iniciar o tratamento, a paciente é avaliada com o objetivo de determinar a medicação e a dosagem que será utilizada. Durante o acompanhamento, caso seja necessário, o protocolo pode ser revisto. A seguir, vamos mostrar como ela é realizada nas técnicas de alta e baixa complexidade.

Estimulação ovariana nas técnicas de baixa complexidade

A relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são técnicas de baixa complexidade, pois a fecundação ocorre nas tubas uterinas da mesma maneira que em uma gestação natural.

Por isso, para evitar o risco de uma gestação gemelar (mais de um bebê), a intensidade da medicação hormonal é baixa. O objetivo da estimulação ovariana nesses casos é conseguir entre 1 a 3 óvulos.

A estimulação ovariana dura cerca de 12 dias e, durante esse período, a paciente recebe medicamentos hormonais (orais ou injetáveis) para estimular o crescimento dos folículos ovarianos. O acompanhamento é feito com ultrassonografias e exames de dosagem hormonal até os folículos atingirem o diâmetro ideal.

Para finalizar a fase de amadurecimento dos folículos e induzir a ovulação, a paciente recebe outra medicação hormonal: o hCG (hormônio gonadotrofina coriônica humana). Cerca de 36 horas depois, a ovulação acontece e, com o rompimento, os folículos liberam os óvulos em direção às tubas uterinas. Nessa etapa, as técnicas se diferenciam.

Na RSP, o ciclo menstrual da paciente é acompanhado para determinar o período fértil, que é o melhor momento para engravidar. Ela também é chamada de coito programado porque é indicado que o casal tenha relações sexuais nessa fase.

Com a IA, os gametas do parceiro são coletados e passam por um preparo seminal para serem capacitados. Os de maior motilidade são inseridos na cavidade uterina num momento muito próximo da ovulação, pois os espermatozoides sobrevivem por alguns dias no corpo da mulher – cerca de 72h. Se a fecundação acontecer, o embrião formado segue em direção ao útero para dar início à gestação.

Estimulação ovariana na FIV (técnica de alta complexidade)

A FIV é a única técnica de alta complexidade, pois a fecundação é realizada em laboratório permitindo que a estimulação ovariana seja mais intensa. O objetivo é estimular o maior número de folículos ovarianos possível para coletar o máximo de óvulos.

Durante o processo, os óvulos de baixa qualidade são descartados, por isso, uma quantidade maior de gametas disponíveis aumenta a chance de sucesso. O processo de crescimento dos folículos também é acompanhado e eles são coletados 35 a 36 horas após a administração do hCG. O ideal é que sejam obtidos aproximadamente 10 óvulos maduros.

Após a coleta e capacitação dos gametas do parceiro, a fecundação acontece por meio da técnica ICSI (injeção citoplasmática de espermatozoide), onde o espermatozoide é inserido diretamente no óvulo. Os embriões formados ficam alguns dias na fase de cultivo embrionário em observação e, em seguida, são transferidos para o útero da paciente.

A transferência embrionária deve seguir as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que determina um número máximo de embriões transferidos em um ciclo. A quantidade é determinada pela idade da paciente e não pode ser superior a 3. Caso haja embriões viáveis excedentes, eles devem ser criopreservados para serem usados ou doados no futuro.

A estimulação ovariana é uma etapa presente em todas as técnicas de reprodução assistida. Ela possibilita maior chance de gestação, pois o estímulo ao desenvolvimento de mais folículos ovarianos aumenta o número de óvulos disponíveis para a fecundação. O processo é individualizado, sendo menos intenso nas técnicas de baixa complexidade e mais intenso na FIV.

Nesse artigo, mostramos uma visão geral sobre uma das principais fases da reprodução assistida. Para saber mais, confira a nossa página sobre a estimulação ovariana e a indução da ovulação!

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