Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Trombofilia

Trombos são coágulos de sangue em vasos que provocam obstruções. A trombofilia é uma doença que causa uma alteração na capacidade de coagulação sanguínea, gerando uma predisposição para o desenvolvimento de trombos, processo denominado trombose, o que aumenta o risco de obstrução dos vasos sanguíneos.

A causa da trombofilia está relacionada a uma deficiência na ação das enzimas que têm a função de atuar na coagulação do sangue.

A trombofilia aumenta o risco de trombose venosa, arterial, embolia pulmonar, AVC, abortos de repetição, parto prematuro, pré-eclâmpsia, entre outras doenças que podem ser desencadeadas em decorrência de problemas circulatórios.

Por se tratar de uma doença de alto risco, a pessoa deve ficar atenta aos primeiros sintomas que surgirem para que seja possível reverter a situação. Os sintomas estão relacionados principalmente ao tipo de trombose.

Neste texto, vamos abordar as características da trombofilia, os fatores de risco, a trombofilia durante a gravidez, como investigar e diagnosticar a doença, os sintomas e os tratamentos.

Características da trombofilia e fatores de risco

A trombofilia pode ser hereditária, ou seja, transmitida geneticamente de geração para geração, ou adquirida ao longo da vida. Quando adquirida, ela é caracterizada por uma alteração no sistema imunológico do organismo, que passa a produzir anticorpos contra ele mesmo. Esses anticorpos afetam as paredes dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de trombose.

A trombose também pode ser causada por outros fatores além da trombofilia, como obesidade (pelo acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos), tabagismo (danificam a camada interna dos vasos, provocando entupimento), sedentarismo (por falhas do sistema circulatório), uso de hormônios (o estrogênio causa alteração na coagulação sanguínea), cirurgias (pela redução da capacidade de movimentação) e a gravidez, até 60 dias depois do parto. Todos esses são fatores de risco de trombose.

Trombofilia durante a gravidez

O risco de trombose aumenta naturalmente durante a gravidez em virtude de um estado de hipercoagulabilidade do sangue da mãe, necessário para o controle da hemorragia durante e depois do parto.

Muitas mulheres portadoras de trombofilia descobrem a doença após alguma complicação durante a gestação, pois nesse período é maior o risco de produzir trombos, que podem obstruir vasos da placenta e ocasionar abortos precoces de repetição, óbito fetal, descolamento prematuro de placenta, hipertensão arterial (pressão alta) na gravidez, entre outros problemas.

Embora o risco seja maior, não são todas as pacientes portadoras de trombofilia que desenvolvem trombose. Para que a trombose aconteça, é necessário que dois ou mais fatores de risco estejam presentes.

Investigação da trombofilia

Pesquisar o histórico da paciente é fundamental para que seja feita a investigação de trombofilia. Essa investigação está indicada caso a mulher apresente histórico pessoal ou familiar de:

Nesses casos, deve ser feito o acompanhamento especializado.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado mediante uma complexa investigação laboratorial, orientada pelas características da paciente.

Os exames realizados no sangue são:

Outros exames podem ser solicitados se os resultados desses exames não forem suficientes para definir o diagnóstico, mas a suspeita de trombofilia permanecer.

Tratamento

O tratamento da trombofilia tem o principal objetivo de prevenir a trombose e é feito com medicamentos anticoagulantes, que controlam a coagulação e evitam a formação dos trombos. A via de administração é injetável, subcutânea, com aplicação diária e com dose individualizada para cada paciente, de acordo com o tipo de trombofilia e peso da paciente.

O risco de trombose durante a gravidez é maior. No entanto, se a gestante for tratada de forma adequada e acompanhada por médico especializado na patologia, o risco de complicações é baixo. As medicações são utilizadas geralmente do início da gravidez – ou após a ovulação – até um dia antes do parto, quando são interrompidas. Então são reiniciadas após 6 a 12 horas do parto e mantidas por cerca de 40 dias.

Para as mulheres em tratamento de fertilização in vitro (FIV), o uso de anticoagulantes deve ser iniciado 24 horas após a coleta dos óvulos ou 2 dias antes da transferência dos embriões.

O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de outras medidas preventivas. A paciente deve manter o controle do peso, uma dieta saudável e fracionada a cada 3 horas; praticar exercícios físicos regulares, pelo menos 3x por semana; evitar o tabagismo; e utilizar meias elásticas de média compressão.

Antes de realizar atividade física, é importante fazer uma avaliação médica para dimensionar qual a carga de exercícios poderá ser utilizada.

Compartilhe:

Faça um comentário

Deixe um comentário

  Se inscrever  
Notificação de
O que é inseminação artificial?

Desde a década de 1970, quando começou a ser utilizada no Brasil, a inseminação artificial […]

Leia +

Contato

Rua do Rócio, 423 - Conjunto 1.406 Vila Olímpia | São Paulo-SP CEP 04552-000

(11) 4750-1170

(11) 99507-9291

Scroll