Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP Menu.

Hatching assistido

Hatching assistido (HA), assisted hatching ou eclosão assistida são termos que se referem a uma técnica realizada no embrião durante a fertilização in vitro (FIV) para aumentar as taxas de sucesso de implantação desse embrião no endométrio, camada interna do útero, para início da gravidez. Ele é realizado quando o hatching natural não ocorre ou ocorre parcialmente.

O óvulo é protegido por uma camada chamada zona pelúcida, que pode ser mais fina ou mais grossa, dependendo de uma série de fatores, e tem duas principais funções:

A zona pelúcida, após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, continua protegendo o embrião, mas deve se romper cerca de cinco dias depois, quando o embrião chega ao útero no estágio de blastocisto e deve se fixar no endométrio. Se isso não acontecer, pode haver falha de implantação e a gravidez não ter sucesso.

Na FIV, o HA é uma técnica que facilita a eclosão da zona pelúcida que não se rompeu para que o embrião se fixe mais facilmente no endométrio.

Neste texto, vamos abordar quando o HA é indicado na FIV e como é feito o procedimento.

Indicações

O HA é especialmente indicado:

A indicação do HA é feita na avaliação do casal, mas se conclui apenas durante o período do cultivo embrionário, momento em que é possível, de fato, verificar a necessidade de rompimento da zona pelúcida.

Como é feito o hatching assistido

O HA é um procedimento realizado em laboratório como apoio à FIV. Ele provoca o rompimento ou o afinamento da zona pelúcida para que o embrião consiga se fixar no endométrio mais facilmente e a gravidez tenha início.

A FIV tem as seguintes etapas: estimulação ovariana e indução da ovulação, punção folicular e coleta dos espermatozoides, fecundação, cultivo embrionário e transferência dos embriões ao útero materno.

É possível prever a necessidade de HA antes do início da FIV, mas somente na fase de cultivo embrionário temos a certeza de que ele deve ser realizado.

Existem três métodos de HA:

Hatching assistido a laser

O laser possibilitou avanços em diversas áreas da ciência. Na reprodução assistida, uma de suas aplicações é o rompimento da zona pelúcida do embrião para facilitar a implantação.

O HA a laser é o método mais atual. Ele permite o afinamento da zona pelúcida e um maior controle da dimensão da abertura a ser realizada. No próprio laboratório, durante o cultivo do embrião, o embriologista faz a análise da zona pelúcida e realiza o HA, se for necessário. O procedimento é rápido e seguro.

Hatching assistido mecânico

O primeiro método desenvolvido foi o mecânico. Com o auxílio de uma agulha extremamente fina, o embriologista abre um orifício na zona pelúcida suficiente para a liberação do embrião.

As principais vantagens dessa técnica em relação ao processo químico são o baixo custo e a ausência de risco de danos químicos no embrião. Por outro lado, o embriologista deve ter experiência para não causar outros tipos de danos.

Hatching assistido por processo químico

O HA por processo químico é o que oferece mais riscos ao embrião, portanto é pouco indicado atualmente.

O método químico consiste na aplicação de substâncias ácidas na zona pelúcida para que ela se rompa. É difícil controlar o processo. As substâncias podem afetar o embrião, provocar um desequilíbrio do pH da célula e a consequente degeneração embrionária.

Além de ser um procedimento mais caro, o risco de danos ao embrião é alto, o que praticamente inviabiliza a utilização da técnica.

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