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É possível ter filhos após um câncer?

A Dra Adriana, especialista em reprodução humana assistida, afirma que sim.

A preservação da fertilidade é um fator determinante para a qualidade de vida das pacientes após a remissão do câncer para aquelas que não tem prole constituída.

O risco de infertilidade após um tratamento de quimioterapia é de 80%, já que a medicação prejudica folículos ovarianos. Além disso, devem ser considerados outros fatores como a idade da paciente, o local do tumor e o tratamento preconizado.

Como preservar a fertilidade neste momento tão delicado?

É possível preservar a fertilidade através da criopreservação de óvulos, criopreservação de embriões e a criopreservação de tecido ovariano.

Na criopreservação de óvulos (também conhecido como congelamento de óvulos), estes são congelados para serem fertilizados posteriormente.

No caso da criopreservação de embriões (também conhecido como congelamento de embriões), é injetado espermatozoide dentro do óvulo para formar o embrião, que é congelado após formado.  É necessário uma taxa semestral para mantê-los congelados.

Já na criopreservação de tecido ovariano, são retiradas amostras de tecido ovariano através de cirurgia laparoscópica e congelados. Estas amostras podem ser descongeladas oportunamente e devolvidas para os ovários remanescentes.

 

Mas qual tratamento é o mais indicado e seguro?

O especialista em reprodução humana assistida, deve avaliar o caso junto a paciente. Em geral, a criopreservação de embriões e a criopreservação de óvulos são mais seguras, devido a altas taxas de integridade de embriões e óvulos após o descongelamento.

A criopreservação de tecido ovariano é a única opção para meninas na infância e para aquelas que não podem realizar estímulo hormonal e aguardar cerca de 2 a 3 semanas para iniciar o tratamento oncológico.

A tecnologia está ao alcance das mulheres e é indicada não somente para casos que realizarão tratamentos oncológicos, mas também para aquelas que desejam postergar a maternidade, reduzindo o risco de alterações genéticas secundárias à idade avançada da mulher.

Mulheres que se deparam com a doença, não precisam abrir mão dos seus sonhos. Consulte um especialista em reprodução humana assistida o quanto antes.