Descolamento da Placenta- o problema enfrentado pela Sabrina Sato

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Entenda o que é o descolamento da placenta, problema enfrentado por Sabrina Sato.

A Dra. Adriana explica o que é esta situação, também conhecida como descolamento ovular, nome popular para hematoma subcoriônico, que afeta cerca de 2% das gestantes.

A Dra Adriana explica que a placenta é formada no início da implantação do embrião no útero e vai se desenvolvendo ao longo da gestação, com funcionamento pleno a partir de 12 semanas de gravidez. Este órgão é responsável por oferecer nutrientes e oxigênio para o bebê durante os 9 meses. Quando ela se desgruda da parede do útero, dizemos que houve um descolamento, que pode ocorrer no início da gestação ou próximo do final da gravidez.

 

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Quando no início da gestação, que é o caso de Sabrina Sato, pode causar sangramentos, já que o sangue se concentra entre o útero e o saco gestacional, formando um hematoma. Nestes casos, o problema pode ser detectado precocemente, por meio de ultrassom. Geralmente, a evolução é tranquila, não havendo comprometimento da vitalidade do bebê. Nos casos em que ocorre um descolamento mais extenso, a vitalidade do bebê pode ficar comprometida e evoluir para um aborto espontâneo.

Já quando ocorre ao final da gestação, trata-se de uma situação de urgência, grave e a cesárea pode ser indicada para preservar a vida do bebê. Por isso, em caso de sangramento vaginal expressivo na gravidez, especialmente após 5 meses, a gestante deve procurar assistência médica imediata. Nem todo sangramento significa descolamento, mas é preciso avaliar para ter segurança da gravidez.

Os fatores de risco para o descolamento prematuro são diversos. Este evento é mais comum em gestantes acima de 35 anos, com pressão arterial elevada. O excesso de esforço ou exercício físico, estresse e obesidade também constituem fatores de risco para o descolamento da placenta.

Uma das principais causas é a hipertensão, conhecida como pré-eclâmpsia. Consiste no aumento da pressão arterial em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram esta condição devido às alterações do corpo decorrente da gravidez.

O descolamento ovular na fase precoce da gravidez pode passar despercebido ou ocorrer um sangramento vaginal acompanhado ou não de cólica em baixo ventre. Se ocorre na fase tardia, com maior risco para o bebê, os sintomas mais evidentes são: sangramento vaginal em maior quantidade, dor abdominal, dor nas costas e contrações uterinas. Estes sintomas apresentam intensidade variável de acordo com a extensão e gravidade do quadro. O parto pode ser indicado em bebês maiores, pois, nesta situação, a placenta deixa de funcionar e compromete, de forma súbita, o aporte de oxigênio e nutrientes para o bebê. Quanto mais tardio o parto, melhor para o bebê. Os bebês prematuros apresentam maiores riscos de problemas respiratórios e neurológicos. Se houver a possibilidade de adiar o parto e controlar o quadro clinicamente, deve ser considerado uso de corticoide para acelerar a maturidade pulmonar do bebê. Este procedimento consiste em duas injeções de corticoide com intervalo de 24 horas e indicado para qualquer situação em que a paciente possua um risco de parto prematuro, minizando os riscos.

A Dra Adriana enfatiza a importância do acompanhamento médico com um especialista durante toda a gestação, garantindo a saúde da mãe e do bebê.