Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP
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Blastocisto e D3: o que são e qual a relação?

Entre o momento da fecundação e o início da gestação, o embrião passa por várias fases de desenvolvimento. Entre elas, D3 e blastocisto são as mais conhecidas por serem importantes para a reprodução assistida.

Nas últimas décadas, as técnicas de reprodução assistida evoluíram muito, principalmente a FIV (fertilização in vitro). O avanço da tecnologia e do conhecimento sobre o desenvolvimento embrionário possibilitou que os embriões se desenvolvessem até estágios mais avançados antes de serem transferidos para o útero da paciente. O resultado desse pode ser percebido, por exemplo, nas taxas de sucesso da FIV, a principal entre as técnicas de reprodução assistida.

A última etapa do tratamento por FIV é a transferência embrionária, que pode acontecer nas fases de D3 ou de blastocisto. Cada caso é único e existem vantagens em transferir os embriões em ambas as etapas.

Neste texto, abordamos os estágios de desenvolvimento embrionário, destacando o que são os embriões em D3 e blastocisto e qual a relação entre eles. Continue a leitura para conferir!

O que é embrião?

O embrião é formado a partir da fusão do óvulo e do espermatozoide, respectivamente, o gameta feminino e masculino. Em uma gestação natural esse processo acontece nas tubas uterinas. O embrião formado segue em direção ao útero para se fixar no endométrio, etapa chamada de nidação, e iniciar seu desenvolvimento até o final da gestação.

Ao longo desse trajeto, sucessivas divisões celulares (clivagens) acontecem, aumentando o número de células do embrião. Logo após a fecundação, ele está no estágio de zigoto e possui apenas uma célula. No dia seguinte, possui entre 2 e 4 células.

No terceiro dia de desenvolvimento (D3), o embrião possui cerca de 8 células iguais, sem nenhuma diferenciação entre elas, que passam a ser chamadas de blastômeros e continuam a se multiplicar.

Ao chegar no quinto dia de desenvolvimento (D5), o embrião possui por volta de 120 células e atinge o estágio de blastocisto. As blastoceles são formadas nessa etapa, dando origem a células com finalidades diferentes; algumas vão gerar o feto e outras a placenta. É nessa fase que ele chega ao útero e está pronto para se fixar na camada interna, o endométrio. 

Quais são as diferenças entre o embrião no estágio de D3 e de blastocisto?

Depois que a fecundação acontece, os embriões evoluem e atingem o estágio de D3 e, cerca de 2 dias após, o de blastocisto. Ou seja, eles fazem parte do desenvolvimento do embrião e acontecem tanto na gestação espontânea quanto na reprodução assistida.

Em uma gestão espontânea, o embrião chega ao útero na fase de blastocisto. Na FIV, os embriões podem ser transferidos para o útero no estágio D3 ou de blastocisto.

A transferência embrionária no estágio de blastocisto, entretanto, possibilita uma maior seleção dos embriões. Além disso, em uma gestação natural, o embrião chega ao útero na fase de blastocisto, favorecendo a transferência nessa etapa.

No entanto, a transferência em D3 pode ter melhores resultados para pacientes com número reduzido de embriões, mulheres com idade avançada ou com histórico de falhas de implantação.

Ou seja, o momento ideal para a transferência embrionária depende de diversos fatores, como a idade da paciente, o histórico das tentativas anteriores, a qualidade e a quantidade dos embriões. A decisão deve ser tomada analisando a realidade de cada casal, considerando em qual estágio existe maior possibilidade de a gravidez ser bem-sucedida.

Qual a importância do blastocisto e do embrião no estágio de D3 para a reprodução assistida?

A reprodução assistida é dividida em técnicas de baixa e alta complexidade. No primeiro grupo estão a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) e, no segundo grupo, temos a fertilização in vitro (FIV).

A fecundação nas técnicas de baixa complexidade acontece nas tubas uterinas, assim como em uma gestação espontânea. Porém, na FIV, a maior parte do processo acontece no laboratório.

Os gametas do casal são coletados e preparados para serem utilizados na fecundação, realizada em laboratório. Os embriões formados são encaminhados para um ambiente controlado para se desenvolverem por 2 a 6 dias. Durante essa fase, chamada de cultivo embrionário, o desenvolvimento é acompanhado diariamente por uma equipe de embriologistas.

No momento ideal, que pode ser no estágio de D3 ou de blastocisto, os embriões mais saudáveis são depositados na cavidade uterina para que o seu desenvolvimento continue até o fim da gestação. Outra possibilidade é a criopreservação dos embriões, técnica complementar à FIV em que são congelados para serem utilizados no futuro.

O embrião passa por sucessivas divisões celulares até estar pronto para se fixar no útero materno, tanto na gestação espontânea quanto na reprodução assistida. Durante o tratamento por FIV, o embrião pode ser transferido ao atingir o terceiro (D3) ou quinto dia de desenvolvimento (D5 ou blastocisto). O momento ideal para a transferência embrionária depende de diversos fatores e deve considerar a individualidade de cada casal.

Siga o link para saber mais sobre a transferência de blastocisto!

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